DE VOLTA AOS ANOS 80

quarta-feira, 23 de março de 2011

LOBÃO

Lobão, nome artístico de João Luiz Woerdenbag Filho, nascido no Rio de Janeiro, em 11 de outubro de 1957, é um cantor e compositor, que fez muito sucesso na década de 80.
Sua carreira musical é marcada por grandes parcerias; compôs sucessos como "Me Chama", muito famosa na voz de vários intérpretes, e "Vida Louca Vida", conhecida na voz de Cazuza. Realizou um encontro da música pop com o samba em seu disco Cuidado!, que teve a participação da Estação Primeira de Mangueira.
Sua carreira começou aos dezessete anos, depois de sair de casa para se tornar músico profissional. Participou de uma peça teatral e em seguida entrou para a banda Vímana, da qual também faziam parte Lulu Santos, Ritchie, Luis Paulo e Fernando Gama. Três anos depois, com o fim do grupo, Lobão seguiu sua carreira de baterista, tocando com Luiz Melodia, Walter Franco e Marina Lima. Fundou a banda Blitz com Evandro Mesquita, Fernanda Abreu e outros, mas por divergências ideológicas, saiu do grupo antes mesmo do sucesso comercial. Foi Lobão quem deu o nome à banda, às vésperas de um show, após uma indecisão do grupo.

CARREIRA SOLO

Lobão, começa sua carreira solo com o lançamento de Cena de Cinema, em 1982. Em seguida forma a banda "Lobão e os Ronaldos" (que tinha na sua formação a cantora e tecladista holandesa Alice Pink Pank, ex-Gang 90 e as Absurdettes), que lança Ronaldo Foi Pra Guerra. Apesar do estrondoso sucesso de "Me Chama", a banda tem uma vida curta e Lobão segue carreira solo mantendo alta rotatividade na mídia, lançando o single "Decadence Avec Elegance" (1985) e o álbum O Rock Errou (1986), do qual "Revanche" se torna o carro-chefe. Logo após seu lançamento, Lobão é preso por porte de drogas, passando um ano na cadeia. Ali ele desenvolve o disco Vida Bandida, voltando aos holofotes. Depois de um flerte com o samba-rock (mal-sucedido) e participações nos festivais Hollywood Rock e Rock in Rio II (onde recebeu uma vaia histórica), Lobão passa um período fora da mídia.
Suas atitudes polêmicas voltariam a ter evidência em 1999 depois de seu rompimento com as gravadoras e o lançamento de A Vida é Doce num esquema inédito, com distribuição pela internet, bancas de jornais e lojas de departamento.


Após o sucesso da vendagem e de crítica com seus discos independentes A Vida é Doce (1999) e 2001: Uma Odisséia no Universo Paralelo (2001), lançou a revista Outracoisa, através da qual lança bandas e músicos de maneira independente, tais como Cachorro Grande, B.Negão e Arnaldo Baptista. Seu último disco, lançado em 2005, o Canções Dentro da Noite Escura, foi também lançado pela revista com tiragem inicial de 20.000 exemplares.
Em abril de 2007 lançou o álbum Acústico MTV, que foi premiado com o prêmio Grammy Latino na categoria melhor disco de rock, e como o próprio Lobão caracterizou, foi uma seleção "parcial" de sucessos do músico, contando, inclusive, com a participação especial do grupo Cachorro Grande, lançado pela Outracoisa.
Em 2003, Lobão lançou a revista cultural Outracoisa, com a parceria da L&C Editora. Essa revista reúnia participações de músicos e pensadores do Brasil, entre eles José Celso Martinez Corrêa, Silvio Essinger, Angeli, Laerte, Adão Iturrusgarai, Zé da Silva, Martha Medeiros, Adilson Pereira e outros.
A partir de 2005, Lobão se envereda pela televisão, onde apresentou o programa Saca Rolha, na PlayTV, junto com Marcelo Tas e a modelo Mariana Weickert. Os três recebiam todos os dias convidados para juntos debaterem temas nacionais e internacionais.
Trabalhou de junho de 2007 à dezembro de 2010 como apresentador na MTV Brasil. Apresentou 4 programas, entre eles, o MTV Debate, durante todo seu período como Vj, Código MTV, em 2008, o polêmico Lobotomia, em 2010, e Lobão ao Mar durante o verão. Lobão também fez uma participação como jurado no Astros, do SBT.

                                                    POLÍTICA


Lobão aparece publicamente na vida política como um militante da esquerda; apoiando o fim da ditadura brasileira; contestador da Nova República; e defensor do MST . Em 1989, ao voltar de uma temporada nos Estados Unidos, Lobão disse que votaria no Roberto Freire, (criador da somaterapia), homônimo do político, mas acabou fazendo campanha e votando para Lula que, consequentemente, causou o banimento do cantor por longos anos de todo e qualquer programa da Rede Globo. Em 2014, o músico passa a integrar uma lista negra elaborada e publicada pelo vice-presidente do partido dos trabalhadores, Alberto Cantalice. A criação desta lista foi duramente criticada pela imprensa, bem como pela entidade “Repórteres sem Fronteiras”, que publicou um texto em seu site em que expressa a sua preocupação com o fato de o PT criar uma lista de jornalistas que não agradam ao partido. É um dos artistas brasileiros de vertente conservadora, tecendo elogios a Olavo de Carvalho e ao Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Quando perguntado sobre a possibilidade de ingressar na carreira política, respondeu:


“Eu não tenho o menor gabarito para isso! Se eu pudesse, faria uma legislação estabelecendo que, para ser político, é preciso ter mais de 50 anos, muito dinheiro, falar seis idiomas, ter curso de política internacional, economia e direito. Tem que ser gabaritado, alguém da elite. Um cara pobre tem mais chances de se lambuzar. Você vê o Michael Bloomberg (empresário bilionário e ex-prefeito de Nova Iorque) doar 50 milhões de dólares para a municipalidade. O Brasil é um país de gatunos, de pessoas que vão para a política para resolver sua situação financeira, quando deveria ser o contrário. Apartamento funcional deveria ser pequenininho, para o cara ficar lá, labutando, não para ser um parasita. Política não é para ganhar dinheiro"


AUTO BIOGRAFIA

Polêmico, zangado, romântico, revolucionário. 50 anos a mil é a autobiografia de Lobão lançada no fila de 2010 que conta, em um volume fartamente ilustrado, a história do menino que queria ser jogador de futebol e acabou se transformando num dos grandes nomes do Rock brasileiro. As músicas, os amigos, as confusões com a polícia - o grande lobo não poupa nada nem ninguém.
A obra vendeu cerca de 150 mil exemplares1 e foi indicada ao Prêmio Jabuti em 2011.








DISCOGRAFIA

1982 - Cena de Cinema
1984 - Ronaldo foi pra Guerra (com Lobão e os Ronaldos)
1986 - O Rock Errou
1987 - Vida Bandida
1988 - Cuidado!
1989 - Sob o Sol de Parador
1990 - Vivo
1991 - O Inferno é Fogo
1995 - Nostalgia da Modernidade
1998 - Noite
1999 - A Vida é Doce
2001 - 2001: Uma Odisséia no Universo Paralelo
2005 - Canções Dentro da Noite Escura
2007 - Acústico MTV



sábado, 19 de março de 2011

SEM LICENÇA PARA DIRIGIR (1988)

Quando uma carta de motorista passa a simbolizar a entrada na fase adulta os problemas começam a fazer parte da vida de Les Anderson (Corey Haim), um jovem americano de classe média cuja a maior obsessão é tirar a sonhada carteira para dirigir. A carta é  muito mais do que seu ingresso para a maturidade, ela significará a liberdade para os seus amigos sedentos por farras. O que um pequeno pedacinho de papel carimbado pode representar na vida de alguém?
É o principal tema de Sem Licença Para Dirigir (License To drive em inglês).
Les Anderson até quer a carta de motorista para levar a garota dos seus sonhos – Mercedes – para passear, mas não tanto quanto seus pais e amigos que vivem dando à ocasião uma importância extrapolada, e tanta pressão junta só poderia resultar num fiasco completo na hora de fazer o exame. Difícil será esconder de todos que voltou pra casa sem o tal documento, mas Anderson se esforça ao máximo, age normalmente e até sai escondido com Mercedes, no cadilac do seu avô, para comemorar sua primeira noite com a “suposta” carta, afinal que mal tem em dar uma voltinha com o carro? O que Les Anderson não esperava é que todos os tipos de problemas aparecessem para transformar sua noite numa tremenda confusão. Mercedes bêbada vai parar no porta-malas, os colegas Dean e Charlie se aproveitam da situação para propor a Anderson uma noite agitada já que agora com a carta de motorista eles podem ir para qualquer lugar. Está armada a confusão!
 Dean oferece momentos hilários quando discursa sobre a importância da carteira de motorista: "isto não é só uma carteira de automóveis, é um documento para viver". Além disso, os pais de Les Anderson são totalmente pirados e o fato de Sra Anderson estar prestes a dar a luz, também proporciona cenas divertidíssimas.
O filme é divertido na medida do possível, com Corey Haim em seu auge como galã dos anos 80 e Feldman proporcionando um humor aceitável. Os Coreys já haviam protagonizado juntos o filme Os Garotos Perdidos, também um clássico da Sessão da Tarde.

 Sem Licença Para Dirigir possui algumas cenas bem engraçadas como a do teste de direção com o examinador colocando uma xícara de café no painel do carro para que Les não derrame nenhuma gota enquanto dirige, e a cena onde eles perseguem um bêbado que cismou em guiar o precioso cadilac do vovô. Frases imortalizadas também não faltam: "Eu não preciso de uma BMW, eu já tenho uma Mercedes"; "Viver com medo, é como não viver"; "Jim, me arrume um carro que não tenha nenhum parentesco com meu pai e eu corro"; "Quando você imaginou que veria uma Mercedes no porta malas de um Cadilac?".
O destaque também fica por conta da trilha sonora Pop dos anos 80, puxada pela canção "Get Outta My Dreams, Get Into My Car" com Billy Ocean, um dos grandes sucessos da temporada.

ELENCO

Corey Haim .... Les Anderson
Corey Feldman .... Dean
Michael Manasseri .... Charles
Heather Graham .... Mercedes
Carol Kane .... Sra. Anderson
Richard Masur .... Sr. Anderson
Nina Siemaszko .... Natalie
Parley Baer .... Vovô


sexta-feira, 11 de março de 2011

NOVELAS ANOS 80


As novelas da década de 80, foram um marco para a teledramaturgia brasileira, como são até hoje, influenciavam as tendências da moda e criavam mitos como o Senhorzinho Malta da novela Roque Santeiro. Mas como seria inviável ficar falando dos personagens que foram inúmeros, resolvi listar algumas das principais novelas da Rede Globo nos anos 80, por serem as que fizeram maior sucesso na televisão brasileira.

- “Elas por Elas” (1982): Nessa novela, sete amigas se reencontram, para resolver problemas do passado. Destaque para Mário Fofoca (Luiz Gustavo);

- “Guerra dos Sexos” (1983): os primos Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro), brigam constantemente. Lembra da cena do café?

- “Amor com Amor se Paga” (1984): Destaque para Nonô Correia (Ary Fontoura), um pão-duro que viva escondendo o ouro, literalmente...;

- “Vereda Tropical” (1984/1985): essa novela, protagonizada por Lucélia Santos (Silvana) e Mário Gomes (Luca), até o perfume “Vereda Tropical” lançou...;

- “A Gata Comeu” (1985): essa é fácil de lembrar, pois passou no “Vale a Pena Ver de Novo”, recentemente. A novela da Jô Penteado (Christiane Torloni);

- “Roque Santeiro” (1985): o que dizer do trio vivido por José Wilker (Roque Santeiro), Regina Duarte (Viúva Porcina) e Lima Duarte (Sinhozinho Malta)?

- “Ti Ti Ti” (1985/1986): a briga entre os costureiros Jacques Leclair (Reginaldo Faria) e Victor Valentin (Luiz Gustavo);

- “Selva de Pedra” (1986): Nessa novela, Tony Ramos (Cristiano) e Fernanda Torres (Simone), sofrem muito, na mão de Christiane Torloni (Fernanda);

- “Brega e Chique” (1987): duas mulheres para um mesmo homem: Rafaela (Marília Pêra), a chique, e Rosemere (Glória Menezes), a brega...;

- “Mandala” (1987/1988): foi esta novela que uniu Felipe Camargo (Édipo) e Vera Fischer (Jocasta), também na vida real. “Como uma deusa”...Lembra?

- “Vale Tudo” (1988/1989): ao som de “Brasil”, na voz de Gal Costa, aprendemos a odiar a vilã Maria de Fátima (Glória Pires). E quem matou Odete Roitman?

- “Bebê a Bordo” (1988): Tony Ramos (Tonico) e Isabela Garcia (Ana) às voltas com a pequena Heleninha...;

- “Que Rei Sou Eu?” (1989): Em Avilan vivem Ravengar (André Abujamra), a Princesa Juliette (Cláudia Abreu), Jean Pierre (Edson Celulari) e outros...;

- “Tieta” (1989/1990): Tieta (Betty Faria) e sua irmã Perpétua (Joana Fomm), vivem mil e uma aventuras em Santana do Agreste;

- “Top Model” (1989/1990): Além do amor entre Duda (Malu Mader) e Lucas (Taumaturgo Ferreira), havia a Família Kundera.






quinta-feira, 10 de março de 2011

PLAYMOBIL


PLAYMOBIL é um brinquedo fantástico, e quem teve a oportunidade de brincar com ele sabe disso. Por isso é uma pena que seja difícil de se encontrar aqui no Brasil, e quando encontramos o preço é altíssimo.
Segundo o site, não oficial, Mundo PLAYMOBIL o brinquedo foi criado por Hans Beck, o chefe do Departamento de Desenvolvimento da Geobra Brandstätter, e começou a ser vendido em 1974 depois de três anos de pesquisas com desenhos de crianças, da onde veio a cabeça grande, em relação ao corpo e os rostos pintados só com dois olhos e uma boca sorrindo.


A linha de brinquedos PLAYMOBIL surgiu como resposta à primeira crise do petróleo nos anos 70. A companhia alemã Geobra Brandstätter fundada em 1876, fabricava produtos metálicos e posteriormente sintéticos como cofrinhos de poupança, telefones e pneus. Nos anos 50 ampliou os negócios para o setor de brinquedos e no começo dos anos 70 a alta do preço da matéria-prima (o petróleo) para seus tratores de plástico a obrigaram a buscar uma alternativa. E assim nasceu o playmobil. Ao todo já foram fabricados 1,7 bilhão de bonequinhos PLAYMOBIL.
No Brasil o PLAYMOBIL chegou em 1976 e foi fabricado pela Trol até o fechamento em 91, quando passou a ser fabricado pela Estrela até 1999. Depois sumiu!


Na família PLAYMOBIL, podemos encontrar brancos, negros e índios, xerifes, bandidos, caubóis e a cavalaria americana, reis, princesas e cavaleiros medievais. Também tem: jardineiros e operários da construção civil, pilotos de aviões e carros de corrida, sem esquecer os médicos, bombeiros e policiais.
Os animais estão representados, entre outros, na fazenda, zoológico e aventura na selva. São vários veículos, e espaçonaves intergalácticas e até uma ferrovia completa com controle remoto. Além de avião, barco pirata, castelo e povoado viking, agora também tem casa completa, palácio e supermercado.
Entre as novidades estão uma linha para crianças menores de quatro anos, sem peças pequenas, com pés e mãos fixos (como eram os originais) e mais figuras com motivos femininos a fim de atrair as meninas. O ideal era ter a linha completa, que saudades da Trol.


CURIOSIDADES

Consiste de pequenos bonecos, de três polegadas ou 7,5 cm de altura, com mãos em forma de U, que movem os braços e as pernas (as duas em conjunto), cabelo destacável da cabeça e um sorriso no rosto.
Há duas versões para as mãos: nos antigos elas são fixas e da cor do corpo (exceto em alguns modelos especiais); nos modelos atuais é possível rotacioná-las e são da cor do rosto.
Quanto ao rosto, nos modelos antigos, olhos e boca são feitos através de pinturas feitas sobre marcações em baixo relevo; nos modelos atuais, a boca e os olhos são injetados no plástico, ficando, por dentro da cabeça uma marca do processo.
Os kits possuem diversos temas, como polícia, naves espaciais, Forte Apache, Velho Oeste e barcos; em cada um, os bonecos têm acessórios correspondentes ao tema: pistolas, espingardas, copos, etc.
Atualmente, o brinquedo voltou ao país a partir de 2005, através da importação diretamente da Alemanha feita pela Sunny Brinquedos.

sábado, 5 de março de 2011

FLIPPER (1964)


Flipper foi uma série de TV norte-americana de 88 episódios, de 25 minutos cada, criado por Ricou Browning e Jack Cowden e foi apresentado originalmente de 19 de setembro de 1964 até 1 de setembro de 1968 pela rede NBC, nos Estados Unidos. Esta série é uma adaptação ou um spin-off do filme Flipper de 1963, de grande sucesso, principalmente na década de 80.
Na realidade Flipper nunca existiu. Para interpretar o papel foi necessário cinco golfinhos fêmeas, por os machos geralmente apresentam marcas de dentes na parte de cima, devido as lutas para conseguir as fêmeas e os produtores necessitavam que os golfinhos tivessem corpos impecáveis.
Na década de 60, quando a série se tornou um sucesso, um golfinho treinado tinha um custo de 400 dólares e todos queriam ter um.

A HISTÓRIA

A história da série Flipper conta o dia-a-dia do guarda Porter Ricks (Brian Kelly), que trabalha numa reserva marinha na Flórida, nos Estados Unidos, cuja a função é proteger de mergulhadores e pessoas mal intencionadas, os peixes, os corais e toda espécie de vida que exista na reserva.

Porter Ricks é um viúvo, e além de levar seu tempo em zelando pela vida marinha,  cuida de seus dois filhos: Sandy (Luke Halpin) de 15 anos e Bud (Tommy Norden) de 10 anos de idade. As crianças contam sempre com a ajuda do golfinho Flipper, para sair das enrascadas ou para ajudar a combater destruidores do meio-ambiente. Flipper é um animal extremamente inteligente e dócil, que mantém com Sandy e Bud (principalmente com Bud) uma intensa  relação de carinho.
Na primeira temporada da série tínhamos o personagem Hap Gorman (Andy Devine), um velho carpinteiro marinho com inúmeras histórias sobre a vida e aventuras do mar. Durante a segunda temporada, Ulla Norstrand (Ulla Strömstedt) interpretava uma oceanógrafa chata que aparecia regularmente e ficava sempre rindo do Flipper.
A série Flipper  foi filmada em Miami no Sea Aquarium e o golfinho que interpretou o célebre personagem está com mais 40 anos. Seu aniversário de 40 anos foi comemorado com o convite do criador da série televisiva Ricou Browning aos atores do seriado, num grande reencontro.


CURIOSIDADES


- Na década de 60, quando a série se tornou um sucesso, um golfinho treinado tinha um custo de 400 dólares e todos queriam ter um. Quem tinha dinheiro para construir uma piscina queria ter um Flipper. O Sea Aquarium de Miami, dono da mesma empresa que produziu a série, se converteu por isso no principal exportador de golfinhos fêmeas.
- Todos os aquários do mundo apresentavam como o verdadeiro Flipper.

- A série causou mais dano do que benefício aos golfinhos. O público enamorado de Flipper, começou a pedir leis mais rígidas que defendiam os mamíferos marinhos e assim começaram as primeiras proibições de captura. No inicio dos anos 70 o preço de um golfinho era por volta de 220.000 dólares.

- Nos anos 80, ao descobrir que se matava mais golfinhos do que realmente eram capturadas, uma campanha se estendeu por todo o Estados Unidos. A imagem de Flipper tem, talvez, mais matado golfinhos do que salvo suas vidas. Os golfinhos gozam hoje de carinho do público que as protege e cada vez aumento o número de pessoas que não desejam vê-lo em cativeiro.

- Susie, Kathy, Liberty, Patty e Sharky, as  protagonistas da série Flipper morreram no cativeiro, compradas por um circo de quarta categoria quando a série foi encerrada. Ric O´Barry, o treinador, foi detido em 1970 na ilha de Bimimi por tentar libertar um golfinho do cativeiro. Desde então dirige uma associação de proteção aos golfinhos que tem como objetivo libertar golfinhos que estejam  em cativeiro em todo o mundo. Durante a segunda temporada, uma atriz sueca de nascimento, Ulla Stromstedt, participou periodicamente durante a segunda temporada como oceanógrafa chamada Ulla Nostrand, que freqüentava a região e onde estudava o oceano e vida nos pântanos e às vezes ajudava o guarda-florestal e seus filhos em assuntos de execução do parque. A série Flipper fez um grande sucesso no mundo todo, e no Brasil não foi diferente, quando passou por aqui na década de 60, conseguiu reunir uma legião de fãs.

NO BRASIL

O longametragem já tinha alcançado uma boa repercussão nos cinemas brasileiros em 1964, mas a série só chegou por aqui em 1969 pela Tv Excelsior sendo mostrada nos domingos da emissora. Em 1970 saiu da programação da emissora, mas os filmes do golfinho continuaram sendo apresentados nas sessões televisivas.
Em 1975 quando a Tv Bandeirantes inaugurou um horário diário reservado aos seriados americanos, trouxe Flipper de volta para aparecer mais uma vez aos domingos. No ano seguinte figurava nas tardes da Tv Globo, onde permaneceu até 1978.
Só retornou a televisão brasileira em 1991, novamente pela TV Bandeirantes, ficando no ar até 1993.

ELENCO

Brian Kelly - Porter Ricks
Luke Halpin -Sandy Ricks
Tommy Norden - Bud Ricks
Andy Devine - Hap Corman
Dolphin - Flipper
Ulla Strömstedt - Ulla Norstrand




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

SUPER MOUSE

Mighty Mouse (Super Mouse no Brasil) é o nome de um super-herói de desenho animado infantil criado pela Terrytoons para a 20th Century Fox. Trata-se de uma paródia do Superman, aqui caracterizado como um camundongo antropomórfico, vestido com uma capa vermelha e uma roupa amarela. A série original exibida no cinema e depois na televisão, contava com 76 episódios, produzidos de 11 de fevereiro de 1944 até 31 de dezembro de 1961.

HISTÓRIA

Super Mouse foi criado por Izzy Klein como um super-herói chamado de "Superfly" (Super Mosca). O chefe do estúdio Paul Terry mudou o personagem, que passou a ser caracterizado como um camundongo. Com a intenção de ser uma paródia do Superman, Super Mouse apareceu pela primeira vez em 1942 num curta-metragem animado intitulado The Mouse of Tomorrow (O rato do futuro). Nesse desenho o nome em inglês do personagem era de fato Super Mouse, mas posteriormente foi mudado para Mighty Mouse quando Paul Terry descobriu que havia outro personagem com o mesmo nome e que aparecia nas revistas em quadrinhos. Na breve série de quadrinhos da Marvel, Super Mouse foi chamado de Terry Primeiro, "Terry the First", em homenagem ao primeiro responsável pelos desenhos com o personagem.

 Na primeira aparição do Super Mouse, ele tinha um uniforme azul e uma capa vermelha, à semelhança do Superman.Mas depois isso foi mudado, adotando-se o tradicional uniforme amarelo com a capa vermelha. Como em outras imitações do Superman, os poderes do Super Mouse eram a capacidade de voar e uma força inacreditável, além da invulnerabilidade. Ele mostrou uma "visão de raios x" em um desenho, mas preferia utilizar um super-hipnotismo que fazia com que objetos inanimados se movessem, além de possibilitar viagens no tempo (como nos exemplares The Johnstown Flood e Krakatoa). Em outros desenhos, o rastro vermelho que deixava ao voar, se tornava sólido e ele o podia manipular como uma corda, por exemplo. Acompanhando o seu voo foi mantido o efeito sonoro do zumbido de uma mosca.

No esquema original dos desenhos, havia sempre uma grande crise que era resolvida com a aparição do Super Mouse, que sempre "salvava o dia". Super Mouse enfrentava seus antagonistas, geralmente gatos, lutando com os punhos. O lar do Super Mouse era chamado de Mouseville, habitado por camundongos antropomórficos. Em alguns desenhos a base do Super Mouse era mostrada como sendo a Lua, numa alusão à brincadeira da época na qual se contava que o satélite era feito de queijo devido ao formato esférico e a aparência de "esburacada" dada pelas crateras da superfície.

PERSONAGENS

A namorada do Super Mouse era Pearl Pureheart (nos desenhos) e Mitzi (nos quadrinhos dos anos de 1950 e 1960). No Brasil foi chamada de Pérola ou Zizi. Seu arqui-inimigo era o vilão felino Oil Can Harry (Harry Lata de Óleo, chamado no Brasil de Gato Gatuno ou Gato Lustroso [1]). Nos primeiros exemplares, os inimigos eram os humanos, tais como Fanny Zilch. A partir de 1947 (o primeiro foi "A Fight To the Finish"), Super Mouse e a namorada começavam o desenho sempre em situações desesperadoras, como se fosse o início de um capítulo de seriado. Em dois desenhos de 1949 e 1950, Super Mouse enfrentou um vilão gato super-forte chamado Julius Pinhead "Schlabotka" (grafia que nunca foi soletrada, baseada apenas no som ouvido). Em outro exemplar da série, The Green Line (1944), os gatos moravam em um lado da avenida principal da cidade e os camundongos no outro; uma linha verde dividia a cidade ao meio. Uma entidade na forma de um gato satânico apareceu e fez com que os gatos e camundongos lutassem. Super Mouse aparece e a entidade materializa um tridente para atacá-lo.

No episódio "Krakatoa" (1945), no qual Super Mouse salva os habitantes de uma ilha ameaçados pelo grande vulcão Krakatoa, aparece uma memorável personagem como interesse romântico do herói chamada Krakatoa Katie.
Super Mouse não teria uma popularidade extraordinária em suas exibições nos cinemas, mas se tornou o personagem principal da Terrytoons. Ele ficaria mais famoso com a televisão. Paul Terry vendeu a Terrytoon para a CBS em 1955. A rede começou a exibir o programa Mighty Mouse Playhouse em dezembro de 1955, que permaneceu no ar durante 12 anos (e apresentaria The Mighty Heroes na última temporada). Os desenhos do Super Mouse continuariam a ser exibidos com frequência pela TV americana, dos anos de 1950 até 1980. Apesar de alcançar a extrema popularidade na TV, a Terrytoons produziria apenas mais três novos episódios para o programa, entre 1959-61.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

AMORES ELETRÔNICOS (1984)

Amores eletrônicos (Electric Dreams) é um de filme 1984, gravado em São Francisco (Califórnia) e que apresenta um triângulo amoroso entre Miles (Lenny Von Dohlen), Madeline (Virginia Madsen), e o computador Edgar (Bud Cort[voz]); sob a direção de Steve Barron.
O filme conta a história de Miles Harding, um arquiteto que pretende criar um tijolo em formato de quebra-cabeça e que pode resistir a terremotos. Buscando um modo de ser organizado, ele compra um computador (feita pela fictícia Companhia de Computadores Pinecone) para ajudá-lo a desenvolver as suas idéias. Embora inicialmente ele não saiba mexer no computador, ele até será capaz de fazer funcionar corretamente, aí ele compra outros aparelhos extras como: computadores para controlar aparelhos de casa como o liquidificador, um sintetizador de discurso e um microfone. O computador se dirige a Miles como "Moles", porque Miles digitou o seu nome errado durante a processo inicial.
Quando Miles tenta transferir os dados de um computador central no trabalho, o computador começa a superaquecer. Em um estado de pânico, Miles joga champanhe em cima do computador, mas em vez de destruí-lo, isto tem o efeito de trazer o computador а vida.

O resto do filme retrata o triângulo amoroso entre Miles, o seu computador (que diz se chamar "Edgar" no fim do filme), e a vizinha de Miles, uma violoncelista que se chama Madeline, por quem Edgar se apaixona, paixão também de seu dono, mas o computador se torna sensível, mostrando que até as máquinas tem sentimentos. E o computador passa a compor a música de amor (na realidade a Love is Love do Culture Club) que seu dono "Moles" dedicará а amada.
Só que quando Edgar percebe que Miles é quem recebe como recompensa um beijo de Madeline, pela música que ele criou, ele começa a invadir os assuntos pessoais de Miles e que levam a várias invasões na sua vida longe de casa, tanto que Miles começa a ter seus cartões cancelados, por que Edgar avisa а polícia que seu dono o maltrata e a polícia coloca um anúncio de que Miles é perigoso.
Conseqüentemente, Edgar aceita o amor entre Madeline e Miles, e parece suicidar-se enviando uma grande corrente elétrica pelo seu modulador, ao redor do mundo, e de volta a si. É revelado no final que Edgar se transfere mesmo longe do seu "corpo" de computador em sistemas eletrônicos no mundo.
TRILHA SONORA

A trilha sonora conta com músicas do Culture Club, Heaven 17 e Human League. O filme está entre a geração que explorou a conexão comercial entre um filme e a sua trilha sonora. A trilha sonora de Amores Eletrônicos foi relançada em CD em 1998.

CURIOSIDADES

- O VHS deste filme é raro. Foi lançado em 1984 e novamente em 1991, mas não foi fabricado desde meados de 1990. A Warner Bros lançou uma versão em VCD na Cingapura em 2001, mas também é muito difícil de encontrar. 
- A trilha sonora conta com músicas do Culture Club, Heaven 17 e Human League. O filme está entre a geração que explorou a conexão comercial entre um filme e a sua trilha sonora. A trilha sonora de Amores Eletrônicos foi relanзada em CD em 1998.

- O VHS deste filme é raro. Foi lançado em 1984 e novamente em 1991, mas não foi fabricado desde meados de 1990. A Warner Bros lançou uma versão em VCD na Cingapura em 2001, mas também é muito difícil de encontrar. 
 - A música "Love is love" do Culture Club foi lançado como um single em muitos países (exceto Reino Unido e os EUA). Ela foi Top 3 no Canadá e Japão. Ela foi também um sucesso na Alemanha, França e Brasil.
- Como muitos computadores temas de filmes dos anos 80, o filme mostrou computadores com mais capacidades do que PCs típicos disponíveis ao consumidor. Ele também mostrou alguns aparelhos que não tinham sido inventados naquele tempo ou estavam ainda em desenvolvimento e não disponíveis ao grande público, como o reconhecimento de voz, a segurança de casa, desenhos 3D e alta resolução em cores gráficas.
 - Na versão alemã do filme "Edgar" foi dublado por Stephan Remmler (vocalista do Grupo Alemão Trio).
- Numa outra tentantiva para criar a canção de amor Edgar usou como base um jingle invertido da Pepsi.
- A cena da sala de concerto, apresentando o pager de Miles tocando toques musicais prenunciou o aborrecimento comum que muitas pessoas agora sentem em relação аs distrações causadas por ringtones de telefones celulares.

FICHA TÉCNICA

Filme: Amores Eletrônicos
Título original: "Eletric Dreams"
EUA, 1984, 97 minutos.
Lenny von Dohlen - Lenny von Dohlen
Virginia Madsen - Madeline Robistat
Madeline Robistat - Madeline Robistat
Bud Cort - Edgar
Don Fellows - Don Fellows
Alan Polonsky - Frank, Co-Worker
Wendy Miller - Computer Clerk
Harry Rabinowitz - Conductor
Miriam Margolyes - Ticket Girl
Holly De Jong - Ryley's Receptionist
Direção: Steve Barron
Produção: Basil Rayburn, Craig Pinkard
Roteiro: Rusty Lemorade
Trilha Sonora: Giorgio Moroder
Figurino: Ruth Myers
Edicão: Peter Honess
Direcão de Fotografia: Alex Thomson
Desenho de Producão: Richard Macdonald
Distribuidora: Warner Bros
Genêro: Comedia Romantica

domingo, 30 de janeiro de 2011

RICK ASTLEY


Uma das sensações pop do eclético período entre as décadas de 80 e 90, Rick Astley começou sua carreira em 1985 influenciado pelo soul e pela disco music. Ele era baterista de um grupo de soul chamado FBI, quando foi descoberto pelo produtor musical Peter Waterman, que o convenceu a se mudar para Londres. Devido ao timbre "soulful" de sua voz, durante muito tempo as pessoas achavam que Rick era negro e que ele apenas se limitava a fazer dublagens de suas canções nos videoclipes que fazia. O encarregado por desfazer essas falsas acusações foi seu irmão Mark Astley.
Rick Astley alcançou o topo das paradas de sucesso com o single "Never Gonna Give You Up", que o deixou internacionalmente conhecido, aos 21 anos, em 1987. O single foi o mais vendido no Reino Unido naquele ano e Rick foi o segundo cantor mais jovem do Reino Unido a emplacar um single de estréia em primeiro lugar. O primeiro a conseguir tal feito foi George Michael aos 20 anos, em 1986, com "Careless Whisper". Seu álbum de estréia, intitulado Whenever You Need Somebody, o qual continha "Never Gonna Give You Up" também chegou ao número 1 das paradas britânicas e, no ano seguinte, em 12 de Março de 1988 o álbum chegou ao topo das paradas norte-americanas ao mesmo tempo em que outro single "Together Forever" também conquistava o primeiro lugar. Segundo a RIAA - (Recording Industry Association of America) - Whenever You Need Somebody vendeu, ao todo, mais de 2 milhões de cópias.

Segundo álbum de Rick Astley
No ano seguinte, 1988, Rick lança Hold Me in Your Arms, álbum que continha as canções "She Wants To Dance With Me", "Dial My Number", "Take Me To Your Heart" e o single de maior sucesso, "Hold Me In Your Arms" que batizou o disco. Logo após, em fins dos anos 80, Rick se separou de seus produtores Michael Stock, Matt Aitken e Pete Waterman, responsáveis pelo descobrimento de artistas pop e dance, como Kylie Minogue, Bananarama, Samantha Fox e Jason Donovan e que o produziam desde o início de sua carreira. Em 1991, Rick lança seu terceiro álbum, intitulado Free (menos dance e com um ritmo mais soul), mas que não repetiu o estrondoso êxito de Whenever You Need Somebody. O álbum, porém, obteve sucesso graças a canções como "Cry For Help", "Never Knew Love" e "Behind the Smile".
Em 1989, Rick foi indicado ao Grammy Award na categoria Melhor Novo Artista do Ano, mas perdeu o prêmio para Tracy Chapman. Após dois álbuns de muito sucesso, na Europa e Estados Unidos, Astley cansou da linha de produção imposta por seus produtores. Passou a compor e produzir seus próprios discos, abandonou um pouco o lado dançante e mergulhou fundo em sua verdadeira paixão musical, a soul music.


Rick ficou sem lançar material inédito até 1993, quando lançou Body And Soul, álbum mais carregado de soul e que não fez sucesso como os demais, mas que emplacou dois hits: The Ones You Love e Hopelessly. Após o lançamento de Body And Soul, Rick entrou em um hiato de quase 10 anos. Sua volta ao mundo da música deu-se em 2002 com o álbum de estúdio carregado de remixes Keep It Turned On, no qual encontra-se o hit Sleeping.
Em 2005, Rick lança Portrait, álbum em que ele faz covers de seus clássicos preferidos do soul. Portrait traz canções como Vincent (Starry Starry Night), de Don McLean, Close to You, composição de Burt Bacharach, mas que ficou mundialmente conhecida na voz da dupla The Carpenters e Nature Boy, de Eden Ahbez.
Estima-se que Rick Astley tenha vendido mais de 40 milhões de discos (incluindo singles, álbums e compilações).
Em 2008 Rick Astley é indicado pela primeira vez no EMA (Europe Music Awards) da MTV, e vence a categoria Best Act Ever, embora não tenha comparecido na entrega do prêmio.

Rick Astley num show em Cingapura, Agosto de 2008

DISCOGRAFIA

Whenever You Need Somebody (1987)
Hold Me in Your Arms (1988)
Free (1991)
Body & Soul (1993)
Keep It Turned On (2001)
Portrait (2005)


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CARROS ANOS 80

Aqui falaremos um pouco sobre muitos carros, não entraremos em critérios técnicos, alguns que foram criados genuinamente na década de 80, e outros que são de décadas anteriores, porém que também ajudaram a escrever a história automobilística dos anos 80.


Fiat 147 – O patinho feio dos carros da década, foi de certa forma um carro que dividiu opiniões,  rejeitado por alguns ser considerado um carro de baixo rendimento (fraco), além de ser um carro pequeno e querido por outros que alegam que nuca tiveram problemas com este ‘carrão’ pequeno, teve origem no modelo Fiat 127 de 1971.


Panorama – O modelo Panorama era a perua do fiat 147, a idéia da Fiat, foi mostrar que o pequeno notável também podia adaptar-se e oferecer conforto para a família em suas viagens, proporcionando bom espaço no porta malas .


FiorinoEsta versão era a Pick-up do Fiat 147, provando que o pequeno também podia transportar carga, outros modelo de destaque da Fiat no início da década de 80 foi o modelo Oggi que não teve muito destaque.


Fiat Uno – O Uno tem uma história mais glamourosa, teve seu nascimento mundial numa apresentação no Cabo Canaveral precisamente em 20 de janeiro de 1983, a idéia da Fiat foi promover um carro internacional que pudesse substituir todos os seus modelos anteriores (Fiat 127, 143, etc.)


FuscaModelo sedan da Volkswagen tornou-se extremamente popular no Brasil e porque não dizer no mundo, imortalizado até no cinema, este carrinho bom de briga teve sua origem nos anos 30 desenvolvido por um engenheiro em sua própria garagem, este carrinho atravessou as décadas de forma sólida e nos anos 80, 5 entre 10 famílias tinham um fusca em sua garagem por ser tão confiável quanto um cão fiel. 


 Brasília A Brasília foi talvez o concorrente mais forte do líder Fusca também nos anos 80, apesar de serem da mesma marca dividiam a opinião e o gosto de muitos que apreciavam esses carros ‘baratos porém robustos’, a diferenta a favor da Brasília era o espaço interno, critério no qual o fusca perdia feio.


Monza – O monza foi um dos carros quase perfeitos lançado nos anos 80, perfeito para trabalhar, perfeito para passear com a família, perfeito para diretores e executivos de empresas, não é a toa que roda até hoje, em 1988 já tinha vendido 430 mil unidades, prova mais que concreta do seu alto desempenho, o Monza teve como inspiração inicial o modelo do Chevette, porém a proposta era de apresentar um carro maior e melhorado, proposta essa que foi alcançada com sucesso.

 Kadett   - O Kadett é um carro com uma longa história, apesar de ter sido lançado no Brasil somente em 1989 numa versão bastante moderna e arrojad apara a época, este guerreiro teve sua origem em 1936, através de um modelo de meio porte que ganhou um nome de uso militar – Kadett  11234 – era um pequeno carro de duas portas de fabricação alemã; o Kadett atravessou décadas até desembarcar em terras tupiniquins, ganhou destaque em nosso mercado pelo design arrojado e motor potente, no Brasil o kadett assumiu um aspecto de carro genuinamente lançado nos 80.



 Opala Diplomata e Comodoro – Estes dois modelos de um mesmo carro podem ser considerados como pesos pesados entre os carros genuinamente nacionais – o modelo Comodoro é mais antigo, lançado ainda na década de 70 para substitiuir o Opala Gran  Luxo, porém o modelo Diplomata veio ao mercado em 1980 – o Opala foi um carro de destaque em corridas de Stock Car na década de 80, tal era a potência de seu motor, isso porque o modelo com motor de 4.1 litros, só chegou ao mercado em 1990, porém já fazia frente a carros com esse motor nas provas onde participava incluindo provas de Mil milhas.


Chevette O  Chevette é mais um modelo que atravessou com sucesso os anos 80, porém foi lançado nos anos 70. O lançamento do primeiro modelo Sedã foi em 1973, e somente em 1980 foi lançada a versão Hatch. Nos anos de 1977 a 1981 e 1987 houve uma versão para exportação que teve pouquíssimas unidades vendidas no mercado nacional.


Variant  - Por mais incrível que possa parecer a Variant foi um modelo apresentado em 1961, inspirado nada mais nada menos que...no fusca! É isso mesmo, acredite se quiser, a fabrica alemã VW decidiu não acomodar-se com as conquistas derivadas do fusca e bombardeou o mercado com mais alguns modelos...


TL - O TL foi lançado no Brasil em 1970,basicamente era um modelo baseado no VW 1600 (também conhecido como ‘Zé do Caixão’, é mole?) assim como na perua Variant. Foram produzidos somente dois modelos da TL, com quatro e com duas portas, pode considerar-se como sendo um carro muito raro hoje em dia, visto talvez em mãos de colecionadores.


Maverick – Poderíamos escrever dezenas de linhas para homenagear este veículo único; mas como muitos já o conhecem talvez não seja necessário. O Ford Maverick foi lançado numa tentativa heróica de conter as vendas avassaladoras do fusca, e foi considerado no início como um veículo ‘anti-fusca’, além da dura tarefa, tinha que fazer frente também aos modelos europeus e japoneses que invadiam o mercado americano. Foi lançado nos EUA em 1969, com aparência inspirada no Ford Mustang, sua proposta inicial era de apresentar um carro competitivo com manutenção barata, além de apresentar características de praticidade, economia e modernidade.



Landau - Outro ‘carrão’ da Ford, lançado em 1976, era praticamente uma renovação do Galaxie 500 de 1967. O que chamava a atenção no Landau, assim como nos outros carrões da Ford, era o extremo conforto interno, tanto para os motoristas quanto para os passageiros, porém não apresentava características de economia. E como para quem gosta não há limites, há quem mantenha um carro des
ses até hoje.


 Puma O Puma parece um carro importado, não parece? É esportivo, despojado, agressivo, etc...Pois é, mas não é importado não, ao contrário do que muitos pensavam (inclusive eu mesmo), o Puma é um carro legitimamente brasileiro, e começou a ser idealizado em 1964 na cidade de Matão no interior de SP (além de brasileiro é paulista!). Este esportivo brasileiro ganhou o nome de Puma somente em 1967, antes era conhecido como ‘GT Malzoni’ em homenagem ao idalizador Rino Malzoni. O Puma teve sua produção efetiva até o final dos anos 80, tendo a sua interrupção precisamente em 1990. – Outro ‘carrão’ da Ford, lançado em 1976, era praticamente uma renovação do Galaxie 500 de 1967. O que chamava a atenção no Landau, assim como nos outros carrões da Ford, era o extremo conforto interno, tanto para os motoristas quanto para os passageiros, porém não apresentava características de economia. E como para quem gosta não há limites, há quem mantenha um carro desses até hoje. 
 


Galaxie – O ‘supercarro’ brasileiro, assim foi conhecido o Ford Galaxie, por tratar-se de um carro grande, confortável e luxuoso; há especialistas que afirmem que este foi o carro mais sofisticado e confortável lançado por aqui, critérios especializados à parte, o Galaxie é mesmo um carro que chama a atenção. Foi também lançado nos EUA no início dos anos 60.



Dodge Polara – Ou Dodge 1800 Polara (com direito a nome e sobrenome), era oprimo menor dos portentosos Dodges Dart e Charger (que veremos futuramente por aqui), lançado como um modelo médio da família da fabricante Chrysler. O Dodginho como era também conhecido, apresentava mais força interior do que externa. Apresentou alguns problemas mecânicos no início de sua fabricação, mas que logo foram sanados pela Chrysler (meu tio teve um desses e nunca reclamou, inclusive cheguei a passear muito nesse carro).


Passat – O VW Passat apresenta uma característica bem poética, seu nome é o mesmo de um ‘vento’ que sopra na Europa, em direção leste-oeste, o que passaria a suposta idéia de leveza e velocidade. Esta máquina chegou ao Brasil em 1974, em duas versões básicas – L (Luxo) e LS (Super Luxo), outros modelos que ficaram bem conhecidos na década de 80 foram o Passat GTS e o Passat Pointer. O modelo pointer era o mais luxuoso e desejado.



Parati – O modelo Parati foi baseado no modelo Gol BX, e como o Gol agradou em cheio ao gosto do brasileiro, que podia contar com uma versão SW do tão afamado Gol, chegou ao mercado inicialmente com um motor 1.0, que após desconfianças técnicas provou que podia ser capaz de encarar o desafio e continuar rodando, prova mais que absoluta é a presença deste campeão nas ruas até os dias atuais.

Gol – O Gol é absolutamente um carro genuíno dos anos, e talvez o maior fenômeno de vendas e preferência, chegou ao Brasil em 1980 em versões básicas, seu nome foi inspirado  em uma paixão nacional – o futebol – na época seu desenho era atual e agradável, mas não foi um estouro de vendas imediato devido a pequenas falhas técnicas, porém isso logo foi sanado e em 1981 o carro já apresentava versões mais aperfeiçoadas S e LS. Logo em 1984 é lançado no mercado o Gol GT com motor de 1.8 litros a álcool, em 1988 porém viria o modelo mais revolucionário do Gol em terras nacionais, o modelo Gol GTI com motor 2.0, foi o primeiro carro com injeção eletrônica lançado em nosso pais, este novo modelo esbanjava desempenho pois a resposta na aceleração era surpreendente, o modelo Gol GTi reinou até meados dos anos 90.


Voyage - Concluirei a nossa matéria falando de um carro fabricado legitimamente nos anos 80, mas como a nossa proposta foi abordar veículos que marcaram os anos 80, independente da década de fabricação, tínhamos de dar uma atenção especial aos modelos supra-citados. O Voyage foi lançado no Brasil no final do ano de 1981, foi um veículo com grande influência de outros modelos da mesma marca da década de 70, podemos considerá-lo como sendo um modelo sedã do popularíssimo Gol. O Voyage teve sua produção contínua até a metade dos anos 90, quando foi substituído pelo modelo Polo Classic, que não teve o mesmo sucesso, também pudera, tarefa difícil essa. O Voyage não deixou saudades não, digo isso porque ainda podemos vê-lo circulando por ai, e tamanha foi o sucesso deste maravilhoso carro, que a VW decidiu relançar um modelo totalmente reformulado, fazendo a alegria dos antigos apreciadores e dos novos apreciadores do querido Voyage. O Voyage voltou a ser fabricado em 2009.