DE VOLTA AOS ANOS 80

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

MIAMI VICE (1984)


Miami Vice é talvez o mais fiel retrato da TV norte-americana da década de 1980. Com seu estilo característico - violência em câmera lenta, clips de rock, o seriado tornou-se um grande sucesso nos EUA, chegando a influenciar até a vida real. O vestuário adotado pelo personagem Sonny - com blazers por sobre a camiseta -, por exemplo, virou moda entre os americanos. As vendas de meias caíram e os homens procuravam aparelhos de barbear que os deixassem com aquele ar blasé de Don Johnson de quem tinha acabado de acordar. Os protagonistas Sonny e Rico tornaram-se referência fácil em filmes e séries por seu estilo yuppie que representava muito bem a década de 1980.
O sucesso estrondoso da série colocou os dois heróis nas capas das principais revistas americanas e tornou-os conhecidos em praticamente todo o mundo. Uma onda de brinquedos, CDs, calendários, pôsteres e todo tipo de quinquilharias que rende milhões, foi lançada. E a série continua arrebanhando fãs até hoje em todo mundo, mesmo depois do seu fim.
O seriado - que durou cinco temporadas - ficou conhecido também pelas inúmeras participações especiais, como de Bruce Willis, o cantor Glenn Frey (da banda Eagles), Phil Collins (baterista e vocalista da banda britânica Genesis), Julia Roberts, Frank Zappa, Gene Simmons (baixista e vocalista da banda estadunidense Kiss) e Samuel L. Jackson, além de vários outros astros do rock setentista como David Johansen (The New York Dolls) e Ted Nugent, o que muito ocorreu durante a série televisiva.
A música tema da série (instrumental) é executada por Jan Hammer que muito atuou com o lendário guitarrista Jeff Beck (The Yardbirds, Rod Stewart, e extensa carreira solo).

A HISTÓRIA

Sonny era um policial durão que usava como disfarce a identidade de um traficante chamado Sonny Burnett. Divorciado de Caroline e pai de Billy, ele estava eventualmente às voltas com as mulheres e morava no barco, "St. Vitus Dance", apenas com o seu crocodilo de estimação chamado Elvis, o ex-mascote da Universidade da Flórida. Crocket era um ex-vietnamita que trabalhava no departamento de policia de Miami há 10 anos e foi exatamente quando estava investigando o traficante colombiano Calderone que Rico Tubbs chegou a Miami atrás do mesmo criminoso.
Rico Tubbs era um tira nova-iorquino que estava atrás de Calderone por este ter assassinado seu irmão e seu chefe. A primeira coisa que ele fez ao chegar a Miami foi se indispor com Soony Crocket, mas foram obrigados a trabalharem juntos. O ar de malandro de Tubbs desapareceu durante a série deixando a Phillip o papel de um cara cool que se vestia com bom gosto e sabia dançar break. Tubbs acreditava que seu filho havia morrido, mas na verdade ele lhe foi tirado por antigo inimigo (John Leguizamo) que queria vingar a morte de seu pai.
Tubbs não podia voltar a Nova Iorque pois tinha alguns problemas por lá, assim acabou ficando em Miami e tornando-se parceiro de Sonny na divisão antidrogas, onde trabalhou se infiltrando sob a pele de Ricardo Cooper.
Já no sexto episódio ingressou na série o Tenente Martin Castilho, chefe da divisão de narcóticos de Miami que logo impôs  respeito até pra quem não trabalhava pra ele. De olhar frio e penetrante, Castilho era um ex-agente da CIA que havia trabalhado infiltrado na Ásia. Ele chegou a policia de Miami substituindo Lou Rodriguez, morto dois episódios antes, e logo mostrou sua capacidade profissional, apenas com ações, nunca falando mais do que o necessário.
A equipe de narcóticos de Miami ainda contava com a dupla de detetives Stan Switek e Larry Zito, dois atrapalhados tiras que dirigiam uma van de dedetização como disfarce, usando telefones grampeados e outros aparatos para monitorar os seus suspeitos. Gina Calabrese  e Trudy Joplin eram as detetives que, num roteiro nitidamente machista, viviam disfarçadas de prostitutas. Sonny e Rico ainda tinham a ajuda de um informante muito louco, chamado Noogie Lamont.

NO BRASIL

No Brasil a série passou pela primeira vez em março de 1986, no SBT, onde teve suas três primeiras temporadas exibidas. Em 1990 a série foi para Rede Globo que exibiu os episódios inéditos mas com inúmeros cortes. Em 1991 a Rede Gazeta mostrou os episódios que faltavam do quinto ano e em 1993 a série voltou para Rede Globo agora de madrugada.
Na TV paga o seriado foi mostrado pelo USA e pelo Canal Sony, até chegar novamente a TV aberta quando foi exibido pelo canal 21 em 2001.

ELENCO

Don Johnson - James 'Sonny' Crockett
Philip Michael Thomas - Ricardo Tubbs
Edward James Olmos - Tenente Martin Castillo
Saundra Santiago - Gina Navarro Calabrese
Olivia Brown - Trudy Joplin
Michael Talbott - Stanley Switek
John Diehl - Larry Zito
Martin Ferrero - Izzy Moreno
Charlie Barnett - Noogie Lamont
Sheena Easton - Caitlin Davies-Crockett
Pam Grier - Valerie Gordon
Belinda Montgomery - Caroline Crockett

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

OS JETSONS


Desenho criado em 1962 por William Hanna e Joseph Barbera, nos estudios da Hanna Barbera Produtions, contava em seus episódios como seria o cotidiano da raça humana no futuro tomando como referência uma família muito simpática: Os Jetsons.
Imagine-se num ambiente repleto de recursos inovadores que só facilitariam o dia-a-dia, como por exemplo: a partir de uma pílula, fazer uma refeição ou ter como transporte uma nave espacial veloz. Imaginou?
Os Jetsons vivem assim, pois no futuro tudo é diferente, rápido e dinâmico. Composta por: George Jetson, sua esposa Jane, seus filhos Elroy e Judy, o cãozinho de estimação Astro e Rose a robô empregada.
Na animação, George e sua família passam mensagens otimistas aos seus espectadores, mesmo vivendo situações engraçadas de maneira bem humorada. Por isso a fórmula, cedida à trama por parte de seus criadores, deu certo.


Num confronto entre passado e futuro, Hanna e Barbera apostaram em um encontro inusitado entre os Jetsons e os Flintstones num episódio especial, e as semelhanças entre as duas famílias são tão consideráveis que só indo ao presente conseguimos compreender a grande sacada:

- Ambos tem um patrão neurótico e ditador que faz do serviço de seus empregados na fábrica Spacely Sproket Company um stress total;

- George não tem um vizinho como o Barney, mas o zelador do prédio onde os Jetsons vivem acaba sendo uma espécie de amigo;

- Quanto a Jane Jetson, esta não tem uma amiga como "Beth", porém possui a fabulosa Rose, sua robô empregada (sonho de consumo de qualquer pessoa!)

- Como os Fintstones, os Jetsons também tem seu animalzinho de estimação que sempre apronta das suas envolvendo tudo e todos.

- Avô do Bionicão, Astro talvez foi referência para a criação de mais um sucesso para Hanna & Barbera num "futuro" próximo.

Um dos desenhos mais assistidos e bem sucedidos do império Hanna & Barbera, Os Jetsons continuam em exibição na tv até hoje, mesmo tendo sido produzidos 24 episódios apresentados em única temporada.

PERSONAGENS

George Jetson: Fred Flintstone numa roupagem futurista.
Jane Jetson: sua esposa
Judy Jetson: a filha mais velha do casal
Elroy Jetson: o caçulinha dos jetsons
Rose: empregada high tec nos moldes que a sociedade futurista pede.
Astro: cãozinho de estimação
Senhor Spacely: patrão de George e proprietário da Spacely Sprocket Company.

FICHA TÉCNICA

Título original: The Jetsons - Estados Unidos, 1962.
Criador: Bill Hanna E Joe Barbera
Ainda passa: passa no canal de TV a cabo Cartoon Network

Site do criador: www.hannabarbera.com.br


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MR. MISTER


Mr. Mister, foi uma banda de Pop/Rock americana dos anos 80, tirou esse nome de uma bebida gelada chamada Mr. Misty feita pela Dairy Queen (empresa de sorvetes e fast-food nos EUA e Canadá).
Richard Page e Steve George, amigos de infância, fundaram a banda em 1982 e enquanto ainda trabalhavam produzindo canções para artistas como Village People, preparavam e produziam o próprio álbum.
Depois que o primeiro álbum I Wear the Face foi lançado, Richard Page foi convidado para substituir Bobby Kimball, vocalista da banda Toto e Peter Cetera da banda Chicago, mas ele recusou.
Primeiro Album "I Wear the Face (1984)"

O segundo álbum foi o grande marco na carreira musical de Mr. Mister com 3 das 10 canções no topo das paradas de sucesso. Broken Wings, a mais famosa da banda, alcançou o status de n. 1 nos EUA.

Segundo Album "Welcome to the Real World (1985)"
No terceiro álbum, a banda se mostrou muito mais madura com um som mais rock progressivo mas, infelizmente, Go On… não chegou a fazer sucesso comercial.
Em 1989, o guitarrista Steve Farris saiu da banda e ela começou a trabalhar em seu quarto álbum mas a gravadora cancelou-o antes que fosse lançado e Mr. Mister decidiu parar. O álbum continua sem lançamento, embora uma faixa (Waiting in My Dreams) tenha aparecido numa coletânia de sucessos da banda.

MEMBROS

• Richard Page (vocalista e baixista. Compôs para artistas como Michael Jackson, Donna Summer, Kenny Loggins, Al Jarreau, entre outros)
• Steve George (teclados)
• Pat Mastelotto (bateria)
• Steve Farris (guitarra)

DISCOGRAFIA

1984 - I Wear the Face
1985 - Welcome to the Real World
1987 - Go On…
1989 - Pull (não lançado)
1999 - Broken Wings: The Encore Collection (compilação)
2001 - The Best of Mr. Mister (compilação)

Origem: Los Angeles, California, EUA
Gênero: pop rock, soft rock
Ano: 1982-1989


 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

RELÓGIOS ANOS 80

Na saudosa década de 80, existiam alguns modelos de relógios que eram febre principalmnete entre o público jovem, inclusive alguns modelos sendo relançados na moda atual. Neste tópico, mostrarei alguns dos principais modelos.

Relógio Champion – Com o estilo new wave em alta, usava-se e abusava-se das cores, sem a necessidade de se comprar um relógio diferente por dia. Acompanhava o relógio um estojo de 7 pulseiras que permitia mais de 49 combinações. Nas ruas, era natural nos depararmos com as pessoas usando, por exemplo, um relógio Champion vermelho, camiseta verde limão, tênis modelo iate quadriculado... Com o revival dos anos 80 na moda contemporânea, o relógio Champion volta ao mercado para agradar aos saudosistas, com suas pulseiras de plásticos e cores vibrantes para garantir o efeito retrô típico da década de 80. Simultaneamente, as marcas de relógios Cosmos, Grand Prix e Technos lançaram modelos semelhantes ao Champion e até alcançaram algum sucesso, porém a inovação e a criatividades sempre serão associadas ao pioneiro Champion.

Relógio Casio G-Shock – Fazendo jus ao nome, o relógio G-Shock era à prova de choque, quedas e água. Era considerado indestrutível. Muitas pessoas acabaram ficando sem seus relógios, ao testarem a confiabilidade do produto, pois havia muitas falsificações no mercado, importados do Paraguai. O primeiro G-Shock foi lançado em 1983, modelo DW-5000, com design de alta qualidade e múltiplas funcionalidades. Ao lançar o G-Shock, a Casio mudou a atitude das pessoas com relação aos relógios de pulso, que, até então, eram considerados frágeis e tinham que ser manuseados com cautela. A Casio conseguiu vincular a marca ao conceito de poder e espírito radical, como uma empresa que desafiava padrões pré-estabelecidos. Logo que foi lançado, o G-Shock chamou a atenção de skatistas e surfistas. Seu estilo inconfundível, imponente e robusto era um verdadeiro chamariz aos jovens entusiastas de esportes “outdoors”. Muitos jovens da década adotaram o G-Shock para expressar suas personalidades, o que levou o G-Shock a tornar-se rapidamente o primeiro relógio digital a ser usado frequentemente como um estilo pelos jovens.

Relógio Casio Game 10 – Na época onde os videogames começaram a fazer a cabeça da criançada no início da década de 80, entra em cena o relógio Casio Game, com gráficos extremamente arcaicos, mas o que enlouquecia o pessoal do colégio, principalmente na hora do recreio, era a chance de manusea-lo, com seus joguinhos e melodias. Todos queriam a oportunidade de controlar, por exemplo, as naves espaciais presentes no modelo que continha o game “Space Warrior”. Havia também o joguinho da pirâmide. Apesar da diversão garantida, não era tarefa fácil manusear os minúsculos botõezinhos do relógio.


Relógio Calculadora Casiosão verdadeiros clássicos, símbolos da moda nerd. Logo que foram lançados, eram utilizados por estudantes nas salas de aula e, durante as provas, sua utilização não era percebida pelos professores. Essa alegria de se utilizar o relógio calculadora dentro da sala de aula durou pouco. Os professores perceberam a artimanha e o uso de relógios calculadora foi vetado dentro da sala de aula. A Casio, ciente do simbolismo que gira em torno de seu produto, relançou o relógio calculadora recentemente, com novo design, mas com preservação de sua originalidade. A ausência de recursos tecnológicos modernos, como câmera integrada, é o que torna um verdadeiro clássico. Atualmente, o relógio calculadora da Casio apresenta todas as funções de calculadora e possui ainda cronômetro, calendário, 13 idiomas, alarme com função soneca e uma bateria que dura até 10 anos.

Relógio Swatch – quem viveu a adolescência na década de 80 possivelmente possui pelo menos um modelo do relógio Swatch. Agora, se você realmente era uma pessoa descolada, deve ter tido uma dúzia deles e até usado dois ou três modelos simultaneamente. As meninas usavam o Swatch como uma faixa de rabo de cavalo. O modelo Swatch Popular permitia prendê-lo diretamente na roupa. Os relógios Swatch criaram uma tendência na década de 80 com muitos seguidores. A primeira coleção de 12 modelos da Swatch foi lançada em 1983 na Suíça. Os relógios Swatch atingiram o ápice de sua popularidade e sucesso no decorrer da década de 80, quando foram inauguradas várias “Swatch Stores” com o objetivo único de comercializar os modelos da marca. Não era apenas relógio, era uma cultura. Muitas pessoas entusiastas do Swatch nunca deixaram a tendência acabar e costumam pagar altos valores pelos modelos antigos. E continuam usando os relógios Swatch com orgulho e respeito à marca que fez história nos anos 80.

sábado, 30 de outubro de 2010

AUTORAMA

O Autorama foi é um dos brinquedos mais incríveis já lançados mundialmente, e fez muito sucesso nos anos 80.
O Autorama é conhecido também como ‘Slot car’, é basicamente constituído por carrinhos de corrida em escala 1/24 ou 1/32 que andam em pistas formadas por pistas de plástico encaixadas. Para que possam andar, os carrinhos se encaixam em uma fenda e funcionam a 13.8 volts de corrente contínua (bateria), são replicas perfeitas dos carros de corrida, feitos com chassis em aço, carroceria em acetato plástico, pneus de borracha, os modelos mais sofisticados podem chegar a 160 km/h. É necessário ter muito reflexo para pilotá-los, muitos amantes da velocidade criaram gosto pela coisa justamente através do Autorama.

O Autorama já era um brinquedo amplamente difundido nos EUA em 1961 e foi trazido ao Brasil por alguns comandantes da empresa aérea Varig. Ainda na década de 60 o brinquedo não teve muita notoriedade, porém em 1970 a Estrela Brinquedos lançaria novamente outro autorama mais aperfeiçoado. Mas o ‘boom’ do Autorama viria mesmo na década de 80 com a propaganda maciça na televisão, com vários modelos disponíveis e mais aperfeiçoados, havia inclusive competição de ‘slot car’.
Um dos modelos que mais teve destaque foi a McLaren Airton Senna, replica perfeita do carro do nosso querido corredor que já começava a impor respeito e dominar as pistas internacionais.
Mas o Autorama não dominava sozinho as pistas por aqui, ele tinha um concorrente não muito conhecido, mas de peso, o TRC.

O TCR era também um ‘Slot car’, porém não se baseava somente na fórmula 1 (característica proeminente no Autorama). TCR significa Total Control Racing e tinha como principal diferencial a mudança de pista que o Autorama não dispunha O chassis do TCR era simples, mas engenhoso. Ele tinha um eixo dianteiro que podia ser rotacionado lateralmente, para facilitar a mudança de pista, que era obtida com a mudança de rotação do motor através de uma chave extra no controle.
De acordo com a direção do mesmo, era uma ou outra roda traseira que dava tração ao carro, jogando ele para um lado ou outro da pista, dependendo de qual roda estava ativa. Como sempre acontece com uma novidade, alguns viram a nova invenção da Ideal como algo muito legal e revolucionário, capaz de acabar com os autoramas tradicionais (que exagero!), mas outros (principalmente hobbistas e crianças mais velhas) torceram o nariz e taxaram o TCR de "brinquedo para crianças".
Essa novidade foi lançada pela ‘Ideal’, uma fábrica de brinquedos americana, no início da década de 70.
O TCR teve vários correspondentes no mundo, aqui no Brasil era fabricado pela Troll que apresentava um carrinho com material e acabamento melhor do que seus ‘irmãos’ americanos e até mesmo europeus.
Na verdade ambos (Autorama e TCR) criados pela Estrela e Trol, são filhos do Auto-ban (na versão brasileira sem o H mesmo), primeiro brinquedo de pistas a ser lançado no Brasil, pela Glaslite, na mesma época do disco do Kraftwerk que mudou a história da música. Tudo porque a Autobahn alemã era a única auto-estrada sem limite de velocidade no mundo, o que gerava uma grande vontade nos filhos e também nos pais de correr com os carrinhos.
Pista do Autorama


sábado, 9 de outubro de 2010

PIRATA DO ESPAÇO

 Apesar de ter sido criado em 1976 por Go Nagai e Gosaku Sakurada este desenho com 36 episódios de 24 minutos só veio a ser exibido no Brasil em 1983 na extinta TV Manchete no programa Clube da Criança apresentado pela Xuxa.
O desenho Pirata do Espaço (Groizer X em japonês), que fez um enorme sucesso por aqui, contava de modo grandioso as batalhas em defesa da Terra travadas por Joe e Rita dentro da nave de combate Pirata do Espaço lutando contra os terríveis robôs-bomba do Império Gailar que era comandado pelo tirano imperador Geldon no seu desejo de conquistar o Mundo.
As aventuras começam quando o imperador obriga o grande cientista, professor Yan, a contruir uma imbatível nave de guerra para ajudá-lo em seu plano de conquistar o mundo. O professor constrói o Pirata do Espaço mas planeja fugir nesta nave junto com sua filha Rita pois não concorda com a tirania de Geldon.

No momento da fuga o professor é atingido por um tiro dos guardas do imperador e não consegue fugir, então pede a Rita que vá sozinha.
Rita se vê obrigada a partir no comando da nave mas acaba tendo de fazer uma aterrisagem forçada em uma ilha do Japão onde se encontra a Base Akane de acrobacias aéreas.
Rita é resgatada pelo pelo professor Tobishima, chefe da equipe, e por Joe Kazaka, o piloto principal, e assim que se recupera do acidente, conta sua história.
Sensibilizados, os integrantes da equipe Akane se juntam a Rita para iniciar o combate à tirania do imperador Geldon.
Rita ensina Joe a pilotar o Pirata do Espaço e uma base para escondê-lo é construída na ilha.
 No lado inimigo vamos encontrar o imperador Geldon ajudado por seus terríveis subordinados.
Primeiro o General Daggar e mais tarde o traiçoeiro Marechal Dógus que tinha um olho em sua mão que destruia ou hipnotizava pessoas.
Não podemos esquecer do terrível cientista Golem que foi o responsável pela criação da indestrutível fortaleza voadora chamada Gelmus de onde saíam os Robôs-Bombas para atacar as cidades.
Assim começam as batalhas de Joe e Rita no Pirata do Espaço contra o Império Gailar.
Mas o desenho não ficava só nisso e paralelamente às grandiosas batalhas, dramas mais profundos se desenvolviam e nos cativavam ficando na memória até os dias de hoje. Posso citar como exemplos:
O sofrimento de Rita por ter de lutar contra seu próprio povo inclusive velhos conhecidos do planeta Gailar como no episódio em que Rita precisou enfrentar seu namorado de infância (Kent) em uma batalha e foi obrigada a matá-lo.
Em outro episódio o melhor amigo do Professor Yan (pai de Rita) é enviado para recuperar o Pirata do Espaço mas ele se sacrifica para salvar a filha de seu velho amigo.
Também tinha o drama do garoto Masato que além de perder os pais num ataque do império Gailar, acaba contaminado pela radiação das bombas do ataque, o que vem a lhe causar uma doença degenerativa que culmina com sua morte no episódio "A Morte Bate em Minha Porta". Puxa isso foi triste…
Também tinha o amor de Rita e Joe que nunca deixa de ser platônico, apesar de todos torcerem para que eles ficassem juntos.
E o incrível final do desenho onde Rita reencontra seu pai (supostamente morto) e com a ajuda de Joe consegue destruir o Imperador Geldon e seus seguidores.
Chega então a hora da despedida e Rita e seu pai partem com o Pirata do Espaço de volta a seu planeta de origem enquanto Joe, fica só na tristeza…

NO BRASIL

O Pirata do Espaço foi exibido pela primeira no Brasil entre 1983 e 1985 pela Rede Manchete no programa Clube da Criança. A produção foi trazida pela distribuidora Network junto com Don Drácula, e assim como essa, teve sua abertura alterada, com a música sendo substituida pela inconfundivel  marchinha.
Em 1994, foi reprisado pela CNT no programa Tudo Por Brinquedo, apresentado por Mariane. Na reprise, sofreu constantes cortes na abertura e encerramento, além dos episódios serem apresentados fora de seqüência.

FICHA TÉCNICA

Nome original: Groizer X

Estréia no Japão: 01/07/1976 (TV Tokyo)

Episódio Final no Japão: 31/03/1977

Número de episódios: 36

Criação: Go Nagai (conceito) e Gosaku Sakurada (script)

Direção: Hiroshi Taisenji

Animação: Shuizuko Katsumi

Desenho: Norio Suzuki

Estúdio: Knack Animation

Produção: Dynamic Productions


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NAKED EYES


Duo technopop formado em Londres, Inglaterra, em 1981 por Rob Fisher, falecido em  05/11/59 (vocais, teclados, percussao eletronica e sintetizadores) e Pete Byrne (vocais, teclados, sintetizadores, experimentos com Fairlight, etc..).
No fim dos anos 70, com a chegada ao topo da parada britânica de Das Model do Kraftwerk, primeira música não cantada em inglês a ocupar o topo da parada, surgiram novos rumos e novas vertentes para a música, capitaneados por diversas bandas como o Human League, New Order (após morte de Ian Curtis), Depeche Mode, Yazoo, Ultravox, Soft Cell, Visage, Orchestral Manouevres in the Dark e tantos outros que primavam pelos sons eletrônicos aliados a alguns poucos instrumentos tradicionais. Nessa revolução musical, o Naked Eyes surgiu numa aura espontânea e criativa, deixando seu legado registrado em dois álbuns, vários singles e faixas espalhadas em coletâneas da safra New Wave e technorock europeu dos umbrais da decada de 80.
Tudo começou quando em 1980, Rob Fisher, Pete Byrne, Curt Smith, Roland Orzabal e Manny Elias formaram o Neon, uma banda seminal synthpop nos moldes do New Musik e Human League. Logo após a maravilhosa Victims of Fact a banda se separa para dar aos 80 duas das melhores bandas da década. Rob e Pete formam o Naked Eyes, Smith e Orazabal formam o Tears for Fears. A partir daí em caminhos diferentes, ambos mantém a linha synthpop, mas o Tears demora um pouco mais para gravar seu álbum de estréia. Com mais sorte o Naked Eyes consegue logo de cara cativar os ouvidos do gênio Tony Mansfield, que era vocalista da seminal banda synthpop inglesa, New Musik.

Mais tarde Mansfield seria lembrado como um dos maiores produtores da década. Além de Naked Eyes, Mansfield, produziu também Captain Sensible, os geniais B-52's e ainda descobriu uma, até então, anônima banda norueguesa, e retrabalhou seu conceito/repertório em uma banda gerando uma banda synth/new romantic... fora dos marcos da Inglaterra... nascia o A-ha com Take on Me. O resto da história todos já conhecem. Tony Mansfield, um dos maiores gênios da música dos 80, logo implantou uma sonoridade New Romantic no trabalho do Naked Eyes. As influências da banda vão desde a disco music setentista do grupo Chic (Promisses, Promisses), o technopop do Depeche Mode, Ultravox e Human League (Voices in My Head, Eyes of a Child, No Flowers Please - esta última um revival à fase New Musik), experimentalismos kraftwerkianos e ruídos urbanos (Fortune and Fame, Me I See in You), sonoridade pré-New Musik (Flying Solo), além de uma versão synth arrebatadora e definitiva para Always Something There to Remind Me, inspirada na versão de Sandie Shaw, sendo a original do maestro Burt Bacharach com uma letra de cair aos prantos, música regravada até por Donna Summer. Ainda no quesito letra/poesia, estão presentes as desilusões e desenganos (a já comentada Always Something..., Promisses, Promisses, Fortune and Fame), leve sedução (When the Lights Go Out), melancolia (Could Be, Eyes of a Child), questões cotidianas (I Could Show You How, Burning Bridges, Emotion in Motion). Enfim, mais uma banda que apesar de curta duração deixou registradas maravilhosas canções baseadas na mais marcante linha oitentista, o synthpop, com fortes influências do Kraftwerk e New Musik. Influenciou sua própria geração como podemos ver em songs do A-ha, Boytronic e até no Pink Industry.

Coletânea The Very Best Of  Naked Eyes (1994)
Ainda há disponível em CD, somente em edicao norte-americana, uma coletânea excelente - Promisses, Promisses - The Very Best of Naked Eyes, contendo faixas dos dois albuns e até alguns lados B dos singles lançados entre ambos, e algumas raridades anteriores como a maravilhosa versão original de The Time is Now, composta à época do Neon, que incompreensivelmente não constava da primeira coletânea inglesa da primeira dupla technopop pós-Soft Cell (The Best of Naked Eyes).
Seus dois discos de carreira estão há muito tempo fora de catálogo, mas com uma boa garimpada em sebos é possível encontrá-los. Algumas faixas também estão presentes nas coletâneas Living in Oblivion Vol. 1 a 6 (EMI inglesa), New Wave Hits - I Just Can't Get Enough (Rhino Records, USA) e Hits of the 80's (EMI, no Brasil).
Há ainda uma versão inédita, que está para ser lançada na próxima coletânea da banda, de Promises, Promises, cantada pela Madonna. Quando a banda foi para os EUA gravar um remix junto com Jellybean, que estava impulsionando a carreira de Madonna, Jellybean fez uma das versões com Rob e Pete nos synthies e Madonna fazendo um vocal ultra-sensual, versão não levada à frente pela gravadora na época, dada a apelação forte na sensualidade que estava descaracterizando a música, fase em que Madonna ainda estava procurando por qualquer chance de sucessoo. Agora existe a promessa de lançarem finalmente a tal versão proibida da Madonna, na época em que fazia qualquer coisa pelo sucesso. Fãs do Naked Eyes e Madonna se agitam por todo mundo, esperando ansiosamente a rara versão. Torçamos para que logo chegue ao menos nas importadoras.

sábado, 2 de outubro de 2010

ESQUADRÃO CLASSE A (1983)


Grande sucesso de audiência nos Estados Unidos nos anos 80, a série Esquadrão Classe A mostrava com muito humor e ação as aventuras de um grupo de mercenários, veteranos da Guerra do Vietnã. Eles eram acusados de um roubo a banco em 1972 que não cometeram e após serem presos conseguem escapar da prisão de segurança máxima vivendo como fugitivos, operando como mercenários, soldados da fortuna, de maneira secreta com base de operações em Los Angeles, sempre no conforto de seu Furgão preto turbinado.
Cada semana o esquadrão ajudava pessoas necessitadas utilizando as habilidades especiais de cada um dos integrantes. O estrategista John "Hannibal" Smith  (George Peppard) era o comandante do Esquadrão Classe A, que  adorava charutos e era encarregado dos contratos (sempre disfarçado); já o Tenente Templeton, mais conhecido como "Cara-de-Pau" (Dirk Benedict), que conseguia tudo com a sua boa aparência e disfarces, era o responsável pelos suprimentos ou equipamentos do grupo. Cara-de-Pau era considerado o artista do grupo e também aquele que se dava melhor com as mulheres; o Sargento Bosco Barracus, conhecido como B.A. (Mr. T), tinha uma habilidade em mecânica e era muito forte, mas tinha um ponto fraco: seu medo de alturas; e o Capitão H.M. Murdock (Dwight Schultz) que sempre pilotava os aviões como um maluco. Lunático inveterado, ele a cada missão tinha de ser resgatado de um sanatório pelo grupo.

A SÉRIE


Produzido pela Universal Television e a Stephen J.Cannel Productions, Esquadrão Classe A era um programa de ação e aventura apresentado inicialmente nos Estados Unidos pela rede televisão NBC. A série estreou no dia 23 de janeiro de 1983,  depois de ter sido concebida por Stephen J.Cannell, também conhecido pela criação de Arquivo Confidencial e Baretta, entre outros e Frank Lupo, criador de Hunter.
A série começou com o piloto de duas horas chamado "Mexican Slayride". Já o nome original da série "A-Team", na verdade é a abreviatura de "Alpha-Team" (Equipe Alpha).
Durante as duas primeiras temporadas o programa esteve na quarta e sexta posição entre os mais assistidos dos Estados Unidos.


Na última temporada os roteiristas descaracterizaram o programa. Murdoch ficou curado de sua loucura passando agir como uma pessoa bem normal, acabando com boa parte das seqüências hilárias da série. O grupo passou a prestar serviços não mais por conta própria, mas para um sujeito misterioso chamado Sgtockwell, isso descaracterizou o quarteto que jamais aceitaria trabalhar para ninguém. O quarteto acabou virando quinteto com a entrada de Eddie Valez, pois Cannel acreditava que o grupo precisava de um símbolo sexual. Já com a baixa audiência a série foi cancelada tendo seu último episódio evado ao ar no dia 8 de março de 1987.
Com o final do seriado e os fãs ainda dando boa audiência às reprises de Esquadrão Classe A em todo o mundo, os produtores chegaram a pensar em um filme para a televisão onde o grupo de mercenários seria perdoado pelo governo após terem a inocência descoberta, mas com a morte de George Peppard, o eterno Hannibal, no dia 8 de maio de 1994, a ideia acabou sendo engavetada.
Em agosto de 2006, um canal britânico transmitiu um programa chamado Bring Back the A-Team, onde reuniram-se quase todos os atores da série, exceto Melinda Culea (Amy) e George Peppar (Hannibal), pois ele falecera em 1994 de um câncer no pulmão, mas ele apareceu em imagens de arquivo, entrevistas, etc..

NO BRASIL

No Brasil o seriado fez um enorme sucesso chegando a concorrer ao Troféu Imprensa de 1983 (que perdeu para a série Supermáquina) e a ganhar o Troféu Imprensa de 1984 na Categoria Filme Seriado.  
A série Esquadrão Classe A estreou por aqui por volta de 1984, na antiga TVS (hoje SBT), sendo levada ao ar as terças-feiras à noite, na faixa de enlatados da emissora na época. Ficou na emissora de Sílvio Santos até 1986.
Também faz muito sucesso no Brasil o furgão negro e cinza da General Motors que era dirigido pelo sargento B.A.. O veículo foi lançado como brinquedo pele Glasslite em 1985, junto com uma super  pick-up e o grupo de heróis.

O ELENCO

No início a Network e Stephen J. Cannel fizeram algumas exigências. Cannel queria George Peppard para o papel de John Hannibal Smith, mas a Network não concordava com a escolha do ator pela reputação que ele tinha com bebidas e confusões.
Dirk Bennedict foi a primeira escolha de Cannel para interpretar o Cara-de-Pau e a Network também não concordava com a opção. No episódio piloto o tenente acabou sendo interpretado por Tim Dunigan, escolha da Network, mas nos episódios seguintes Stephen J. Cannel fez valer sua vontade e o ator foi substituído por Benedict, sob alegação de que  Tim Dunigan era muito alto e parecia jovem demais para o papel.
As personagens coadjuvantes eram constantemente trocadas. Melinda Culea que fez a repórter Amy Amanda no episódio piloto, foi colocada  no grupo na segunda temporada para dar um pouco mais de feminilidade à trama, mas acabou saindo. Com a sua saída surge a personagem Tawnia Baker, interpretada por Marla Heasly na segunda e terceira temporada da série. Comenta-se que Cannel não sabia criar personagens femininos e eles acabavam soando artificiais.
A quinta temporada trouxe Robert Vaugh, mas ele chegou numa hora em que e a série despencava para o fracasso.
Vários atores conhecidos fizeram participações na série como: Tia Carrere, Dennis Franz, Mitch Pileggi, inclusive os cantores Boy George e Issac Hayes, entre outros. 


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

TELEJOGO


Telejogo foi um aparelho de videogame que fez sucesso no final da década de 70 e começo da década de 80. Era um aparelho simples, consistia basicamente de traços que subiam ou desciam para rebater um quadrado (bola), o controle era feito através de um dial (como o sintonizador de rádio). No Brasil ele foi comercializado em 1977 pela Philco/Ford.
A primeira geração do console, os jogos eram em preto e branco e a segunda geração chamada Telejogo II os jogos eram a cores.


O console telejogo era a cópia do console Pong, fabricado nos EUA.
Futebol, Tenis e Paredão, eram os jogos disponíveis. O acabamento eram um detalhe a parte, com estrutura de madeira envernizada como os televisores da época.

TELEJOGO II

 Depois do sucesso do telejogo, a Philco/Ford não perdeu tempo, e em 1978 lançou o Telejogo II.


Além dos 10 jogos desta versão (Hockey, Tenis, Paredão I, Paredão II, Basquete I, Basquete II, Futebol, Barreira, Tiro ao Alvo I, Tiro ao Alvo II), outro detalhe era os Joysticks, que eram controles ligados ao console, diferente da primeira versão, que o controle era no aparelho.
O acabamento era também em madeira (porém mais clara), dando um toque de luxo no aparelho. Outro ponto interessante é que apesar do console ser uma cópia do Pong (americano), o design era bem diferente do seu có-irmão, mostrando que o mercado de eletronicos no Brasil, tinham capacidade de concorrer o o mercado de produtos importados.

DADOS TÉCNICOS

Fabricante: Philco/Ford
Geração: 1ª geração
Lançamento 1977
CPU: GIMINI AY-3-8500 (MM57100N)
Controladores: Dial (semelhante a um seletor de rádio) ou Potenciometro de Fio
Sucessor: Telejogo II

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

THE WRAITH - A APARIÇÃO (1986)


O filme The Wraith - Aparição foi um dos filmes que marcaram a juventude dos anos 80, com alucinantes corridas de carro, belas garotas e muito rock'n´roll.
Podendo ser definido hoje como uma mistura de “Allien” com “Velozes e Furiosos" (embora possa ser uma comparação absurda), The Wraith – A Aparição (conforme narrado imponentemente na propaganda da sessão das dez do SBT) conta a história de uma gangue de arruaceiros que aposta corridas com seus carrões envenenados, e frequentemente trapaceando, acabam se apropriando dos carros dos perdedores. Tudo muda quando surge um novo corredor invocado, todo de preto, a bordo de um Dodge M4S também preto, e começa a detonar com a gangue, um por um, corrida por corrida.



Muito no filme tem que ser relevado, desde as interpretações sofríveis de Nick Cassavetes na pele do patético valentão Packard, os figurinos que parecem ter sido roubados do guarda-roupas do Cazuza, os bobos vilões e os penteados, claro. A mocinha Sherilyn Fenn também é fraquinha, mas os rapazes encontrarão em seus corações a vontade de perdoá-la. Em compensação, as cenas de ação, especialmente as corridas, bem coreografadas, impressionam até hoje, e o invocado piloto de preto não perdoa mesmo.


Praticamente todas as corridas em que ele se envolve terminam em grandes explosões. A trilha sonora também fazia bonito, indo desde Ozzy e Billy Idol até Bonnie Tyler e Motley Crüe. No meio dessa bagunça está Charlie Sheen, meio que atuando no piloto automático (ele estava filmando Platoon nos intervalos).

FICHA TÉCNICA

Título no Brasil:  Wraith - A Aparição
Título Original:  The Wraith
País de Origem:  EUA
Gênero:  Suspense
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento:  1986