DE VOLTA AOS ANOS 80

sábado, 5 de março de 2011

FLIPPER (1964)


Flipper foi uma série de TV norte-americana de 88 episódios, de 25 minutos cada, criado por Ricou Browning e Jack Cowden e foi apresentado originalmente de 19 de setembro de 1964 até 1 de setembro de 1968 pela rede NBC, nos Estados Unidos. Esta série é uma adaptação ou um spin-off do filme Flipper de 1963, de grande sucesso, principalmente na década de 80.
Na realidade Flipper nunca existiu. Para interpretar o papel foi necessário cinco golfinhos fêmeas, por os machos geralmente apresentam marcas de dentes na parte de cima, devido as lutas para conseguir as fêmeas e os produtores necessitavam que os golfinhos tivessem corpos impecáveis.
Na década de 60, quando a série se tornou um sucesso, um golfinho treinado tinha um custo de 400 dólares e todos queriam ter um.

A HISTÓRIA

A história da série Flipper conta o dia-a-dia do guarda Porter Ricks (Brian Kelly), que trabalha numa reserva marinha na Flórida, nos Estados Unidos, cuja a função é proteger de mergulhadores e pessoas mal intencionadas, os peixes, os corais e toda espécie de vida que exista na reserva.

Porter Ricks é um viúvo, e além de levar seu tempo em zelando pela vida marinha,  cuida de seus dois filhos: Sandy (Luke Halpin) de 15 anos e Bud (Tommy Norden) de 10 anos de idade. As crianças contam sempre com a ajuda do golfinho Flipper, para sair das enrascadas ou para ajudar a combater destruidores do meio-ambiente. Flipper é um animal extremamente inteligente e dócil, que mantém com Sandy e Bud (principalmente com Bud) uma intensa  relação de carinho.
Na primeira temporada da série tínhamos o personagem Hap Gorman (Andy Devine), um velho carpinteiro marinho com inúmeras histórias sobre a vida e aventuras do mar. Durante a segunda temporada, Ulla Norstrand (Ulla Strömstedt) interpretava uma oceanógrafa chata que aparecia regularmente e ficava sempre rindo do Flipper.
A série Flipper  foi filmada em Miami no Sea Aquarium e o golfinho que interpretou o célebre personagem está com mais 40 anos. Seu aniversário de 40 anos foi comemorado com o convite do criador da série televisiva Ricou Browning aos atores do seriado, num grande reencontro.


CURIOSIDADES


- Na década de 60, quando a série se tornou um sucesso, um golfinho treinado tinha um custo de 400 dólares e todos queriam ter um. Quem tinha dinheiro para construir uma piscina queria ter um Flipper. O Sea Aquarium de Miami, dono da mesma empresa que produziu a série, se converteu por isso no principal exportador de golfinhos fêmeas.
- Todos os aquários do mundo apresentavam como o verdadeiro Flipper.

- A série causou mais dano do que benefício aos golfinhos. O público enamorado de Flipper, começou a pedir leis mais rígidas que defendiam os mamíferos marinhos e assim começaram as primeiras proibições de captura. No inicio dos anos 70 o preço de um golfinho era por volta de 220.000 dólares.

- Nos anos 80, ao descobrir que se matava mais golfinhos do que realmente eram capturadas, uma campanha se estendeu por todo o Estados Unidos. A imagem de Flipper tem, talvez, mais matado golfinhos do que salvo suas vidas. Os golfinhos gozam hoje de carinho do público que as protege e cada vez aumento o número de pessoas que não desejam vê-lo em cativeiro.

- Susie, Kathy, Liberty, Patty e Sharky, as  protagonistas da série Flipper morreram no cativeiro, compradas por um circo de quarta categoria quando a série foi encerrada. Ric O´Barry, o treinador, foi detido em 1970 na ilha de Bimimi por tentar libertar um golfinho do cativeiro. Desde então dirige uma associação de proteção aos golfinhos que tem como objetivo libertar golfinhos que estejam  em cativeiro em todo o mundo. Durante a segunda temporada, uma atriz sueca de nascimento, Ulla Stromstedt, participou periodicamente durante a segunda temporada como oceanógrafa chamada Ulla Nostrand, que freqüentava a região e onde estudava o oceano e vida nos pântanos e às vezes ajudava o guarda-florestal e seus filhos em assuntos de execução do parque. A série Flipper fez um grande sucesso no mundo todo, e no Brasil não foi diferente, quando passou por aqui na década de 60, conseguiu reunir uma legião de fãs.

NO BRASIL

O longametragem já tinha alcançado uma boa repercussão nos cinemas brasileiros em 1964, mas a série só chegou por aqui em 1969 pela Tv Excelsior sendo mostrada nos domingos da emissora. Em 1970 saiu da programação da emissora, mas os filmes do golfinho continuaram sendo apresentados nas sessões televisivas.
Em 1975 quando a Tv Bandeirantes inaugurou um horário diário reservado aos seriados americanos, trouxe Flipper de volta para aparecer mais uma vez aos domingos. No ano seguinte figurava nas tardes da Tv Globo, onde permaneceu até 1978.
Só retornou a televisão brasileira em 1991, novamente pela TV Bandeirantes, ficando no ar até 1993.

ELENCO

Brian Kelly - Porter Ricks
Luke Halpin -Sandy Ricks
Tommy Norden - Bud Ricks
Andy Devine - Hap Corman
Dolphin - Flipper
Ulla Strömstedt - Ulla Norstrand




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

SUPER MOUSE

Mighty Mouse (Super Mouse no Brasil) é o nome de um super-herói de desenho animado infantil criado pela Terrytoons para a 20th Century Fox. Trata-se de uma paródia do Superman, aqui caracterizado como um camundongo antropomórfico, vestido com uma capa vermelha e uma roupa amarela. A série original exibida no cinema e depois na televisão, contava com 76 episódios, produzidos de 11 de fevereiro de 1944 até 31 de dezembro de 1961.

HISTÓRIA

Super Mouse foi criado por Izzy Klein como um super-herói chamado de "Superfly" (Super Mosca). O chefe do estúdio Paul Terry mudou o personagem, que passou a ser caracterizado como um camundongo. Com a intenção de ser uma paródia do Superman, Super Mouse apareceu pela primeira vez em 1942 num curta-metragem animado intitulado The Mouse of Tomorrow (O rato do futuro). Nesse desenho o nome em inglês do personagem era de fato Super Mouse, mas posteriormente foi mudado para Mighty Mouse quando Paul Terry descobriu que havia outro personagem com o mesmo nome e que aparecia nas revistas em quadrinhos. Na breve série de quadrinhos da Marvel, Super Mouse foi chamado de Terry Primeiro, "Terry the First", em homenagem ao primeiro responsável pelos desenhos com o personagem.

 Na primeira aparição do Super Mouse, ele tinha um uniforme azul e uma capa vermelha, à semelhança do Superman.Mas depois isso foi mudado, adotando-se o tradicional uniforme amarelo com a capa vermelha. Como em outras imitações do Superman, os poderes do Super Mouse eram a capacidade de voar e uma força inacreditável, além da invulnerabilidade. Ele mostrou uma "visão de raios x" em um desenho, mas preferia utilizar um super-hipnotismo que fazia com que objetos inanimados se movessem, além de possibilitar viagens no tempo (como nos exemplares The Johnstown Flood e Krakatoa). Em outros desenhos, o rastro vermelho que deixava ao voar, se tornava sólido e ele o podia manipular como uma corda, por exemplo. Acompanhando o seu voo foi mantido o efeito sonoro do zumbido de uma mosca.

No esquema original dos desenhos, havia sempre uma grande crise que era resolvida com a aparição do Super Mouse, que sempre "salvava o dia". Super Mouse enfrentava seus antagonistas, geralmente gatos, lutando com os punhos. O lar do Super Mouse era chamado de Mouseville, habitado por camundongos antropomórficos. Em alguns desenhos a base do Super Mouse era mostrada como sendo a Lua, numa alusão à brincadeira da época na qual se contava que o satélite era feito de queijo devido ao formato esférico e a aparência de "esburacada" dada pelas crateras da superfície.

PERSONAGENS

A namorada do Super Mouse era Pearl Pureheart (nos desenhos) e Mitzi (nos quadrinhos dos anos de 1950 e 1960). No Brasil foi chamada de Pérola ou Zizi. Seu arqui-inimigo era o vilão felino Oil Can Harry (Harry Lata de Óleo, chamado no Brasil de Gato Gatuno ou Gato Lustroso [1]). Nos primeiros exemplares, os inimigos eram os humanos, tais como Fanny Zilch. A partir de 1947 (o primeiro foi "A Fight To the Finish"), Super Mouse e a namorada começavam o desenho sempre em situações desesperadoras, como se fosse o início de um capítulo de seriado. Em dois desenhos de 1949 e 1950, Super Mouse enfrentou um vilão gato super-forte chamado Julius Pinhead "Schlabotka" (grafia que nunca foi soletrada, baseada apenas no som ouvido). Em outro exemplar da série, The Green Line (1944), os gatos moravam em um lado da avenida principal da cidade e os camundongos no outro; uma linha verde dividia a cidade ao meio. Uma entidade na forma de um gato satânico apareceu e fez com que os gatos e camundongos lutassem. Super Mouse aparece e a entidade materializa um tridente para atacá-lo.

No episódio "Krakatoa" (1945), no qual Super Mouse salva os habitantes de uma ilha ameaçados pelo grande vulcão Krakatoa, aparece uma memorável personagem como interesse romântico do herói chamada Krakatoa Katie.
Super Mouse não teria uma popularidade extraordinária em suas exibições nos cinemas, mas se tornou o personagem principal da Terrytoons. Ele ficaria mais famoso com a televisão. Paul Terry vendeu a Terrytoon para a CBS em 1955. A rede começou a exibir o programa Mighty Mouse Playhouse em dezembro de 1955, que permaneceu no ar durante 12 anos (e apresentaria The Mighty Heroes na última temporada). Os desenhos do Super Mouse continuariam a ser exibidos com frequência pela TV americana, dos anos de 1950 até 1980. Apesar de alcançar a extrema popularidade na TV, a Terrytoons produziria apenas mais três novos episódios para o programa, entre 1959-61.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

AMORES ELETRÔNICOS (1984)

Amores eletrônicos (Electric Dreams) é um de filme 1984, gravado em São Francisco (Califórnia) e que apresenta um triângulo amoroso entre Miles (Lenny Von Dohlen), Madeline (Virginia Madsen), e o computador Edgar (Bud Cort[voz]); sob a direção de Steve Barron.
O filme conta a história de Miles Harding, um arquiteto que pretende criar um tijolo em formato de quebra-cabeça e que pode resistir a terremotos. Buscando um modo de ser organizado, ele compra um computador (feita pela fictícia Companhia de Computadores Pinecone) para ajudá-lo a desenvolver as suas idéias. Embora inicialmente ele não saiba mexer no computador, ele até será capaz de fazer funcionar corretamente, aí ele compra outros aparelhos extras como: computadores para controlar aparelhos de casa como o liquidificador, um sintetizador de discurso e um microfone. O computador se dirige a Miles como "Moles", porque Miles digitou o seu nome errado durante a processo inicial.
Quando Miles tenta transferir os dados de um computador central no trabalho, o computador começa a superaquecer. Em um estado de pânico, Miles joga champanhe em cima do computador, mas em vez de destruí-lo, isto tem o efeito de trazer o computador а vida.

O resto do filme retrata o triângulo amoroso entre Miles, o seu computador (que diz se chamar "Edgar" no fim do filme), e a vizinha de Miles, uma violoncelista que se chama Madeline, por quem Edgar se apaixona, paixão também de seu dono, mas o computador se torna sensível, mostrando que até as máquinas tem sentimentos. E o computador passa a compor a música de amor (na realidade a Love is Love do Culture Club) que seu dono "Moles" dedicará а amada.
Só que quando Edgar percebe que Miles é quem recebe como recompensa um beijo de Madeline, pela música que ele criou, ele começa a invadir os assuntos pessoais de Miles e que levam a várias invasões na sua vida longe de casa, tanto que Miles começa a ter seus cartões cancelados, por que Edgar avisa а polícia que seu dono o maltrata e a polícia coloca um anúncio de que Miles é perigoso.
Conseqüentemente, Edgar aceita o amor entre Madeline e Miles, e parece suicidar-se enviando uma grande corrente elétrica pelo seu modulador, ao redor do mundo, e de volta a si. É revelado no final que Edgar se transfere mesmo longe do seu "corpo" de computador em sistemas eletrônicos no mundo.
TRILHA SONORA

A trilha sonora conta com músicas do Culture Club, Heaven 17 e Human League. O filme está entre a geração que explorou a conexão comercial entre um filme e a sua trilha sonora. A trilha sonora de Amores Eletrônicos foi relançada em CD em 1998.

CURIOSIDADES

- O VHS deste filme é raro. Foi lançado em 1984 e novamente em 1991, mas não foi fabricado desde meados de 1990. A Warner Bros lançou uma versão em VCD na Cingapura em 2001, mas também é muito difícil de encontrar. 
- A trilha sonora conta com músicas do Culture Club, Heaven 17 e Human League. O filme está entre a geração que explorou a conexão comercial entre um filme e a sua trilha sonora. A trilha sonora de Amores Eletrônicos foi relanзada em CD em 1998.

- O VHS deste filme é raro. Foi lançado em 1984 e novamente em 1991, mas não foi fabricado desde meados de 1990. A Warner Bros lançou uma versão em VCD na Cingapura em 2001, mas também é muito difícil de encontrar. 
 - A música "Love is love" do Culture Club foi lançado como um single em muitos países (exceto Reino Unido e os EUA). Ela foi Top 3 no Canadá e Japão. Ela foi também um sucesso na Alemanha, França e Brasil.
- Como muitos computadores temas de filmes dos anos 80, o filme mostrou computadores com mais capacidades do que PCs típicos disponíveis ao consumidor. Ele também mostrou alguns aparelhos que não tinham sido inventados naquele tempo ou estavam ainda em desenvolvimento e não disponíveis ao grande público, como o reconhecimento de voz, a segurança de casa, desenhos 3D e alta resolução em cores gráficas.
 - Na versão alemã do filme "Edgar" foi dublado por Stephan Remmler (vocalista do Grupo Alemão Trio).
- Numa outra tentantiva para criar a canção de amor Edgar usou como base um jingle invertido da Pepsi.
- A cena da sala de concerto, apresentando o pager de Miles tocando toques musicais prenunciou o aborrecimento comum que muitas pessoas agora sentem em relação аs distrações causadas por ringtones de telefones celulares.

FICHA TÉCNICA

Filme: Amores Eletrônicos
Título original: "Eletric Dreams"
EUA, 1984, 97 minutos.
Lenny von Dohlen - Lenny von Dohlen
Virginia Madsen - Madeline Robistat
Madeline Robistat - Madeline Robistat
Bud Cort - Edgar
Don Fellows - Don Fellows
Alan Polonsky - Frank, Co-Worker
Wendy Miller - Computer Clerk
Harry Rabinowitz - Conductor
Miriam Margolyes - Ticket Girl
Holly De Jong - Ryley's Receptionist
Direção: Steve Barron
Produção: Basil Rayburn, Craig Pinkard
Roteiro: Rusty Lemorade
Trilha Sonora: Giorgio Moroder
Figurino: Ruth Myers
Edicão: Peter Honess
Direcão de Fotografia: Alex Thomson
Desenho de Producão: Richard Macdonald
Distribuidora: Warner Bros
Genêro: Comedia Romantica

domingo, 30 de janeiro de 2011

RICK ASTLEY


Uma das sensações pop do eclético período entre as décadas de 80 e 90, Rick Astley começou sua carreira em 1985 influenciado pelo soul e pela disco music. Ele era baterista de um grupo de soul chamado FBI, quando foi descoberto pelo produtor musical Peter Waterman, que o convenceu a se mudar para Londres. Devido ao timbre "soulful" de sua voz, durante muito tempo as pessoas achavam que Rick era negro e que ele apenas se limitava a fazer dublagens de suas canções nos videoclipes que fazia. O encarregado por desfazer essas falsas acusações foi seu irmão Mark Astley.
Rick Astley alcançou o topo das paradas de sucesso com o single "Never Gonna Give You Up", que o deixou internacionalmente conhecido, aos 21 anos, em 1987. O single foi o mais vendido no Reino Unido naquele ano e Rick foi o segundo cantor mais jovem do Reino Unido a emplacar um single de estréia em primeiro lugar. O primeiro a conseguir tal feito foi George Michael aos 20 anos, em 1986, com "Careless Whisper". Seu álbum de estréia, intitulado Whenever You Need Somebody, o qual continha "Never Gonna Give You Up" também chegou ao número 1 das paradas britânicas e, no ano seguinte, em 12 de Março de 1988 o álbum chegou ao topo das paradas norte-americanas ao mesmo tempo em que outro single "Together Forever" também conquistava o primeiro lugar. Segundo a RIAA - (Recording Industry Association of America) - Whenever You Need Somebody vendeu, ao todo, mais de 2 milhões de cópias.

Segundo álbum de Rick Astley
No ano seguinte, 1988, Rick lança Hold Me in Your Arms, álbum que continha as canções "She Wants To Dance With Me", "Dial My Number", "Take Me To Your Heart" e o single de maior sucesso, "Hold Me In Your Arms" que batizou o disco. Logo após, em fins dos anos 80, Rick se separou de seus produtores Michael Stock, Matt Aitken e Pete Waterman, responsáveis pelo descobrimento de artistas pop e dance, como Kylie Minogue, Bananarama, Samantha Fox e Jason Donovan e que o produziam desde o início de sua carreira. Em 1991, Rick lança seu terceiro álbum, intitulado Free (menos dance e com um ritmo mais soul), mas que não repetiu o estrondoso êxito de Whenever You Need Somebody. O álbum, porém, obteve sucesso graças a canções como "Cry For Help", "Never Knew Love" e "Behind the Smile".
Em 1989, Rick foi indicado ao Grammy Award na categoria Melhor Novo Artista do Ano, mas perdeu o prêmio para Tracy Chapman. Após dois álbuns de muito sucesso, na Europa e Estados Unidos, Astley cansou da linha de produção imposta por seus produtores. Passou a compor e produzir seus próprios discos, abandonou um pouco o lado dançante e mergulhou fundo em sua verdadeira paixão musical, a soul music.


Rick ficou sem lançar material inédito até 1993, quando lançou Body And Soul, álbum mais carregado de soul e que não fez sucesso como os demais, mas que emplacou dois hits: The Ones You Love e Hopelessly. Após o lançamento de Body And Soul, Rick entrou em um hiato de quase 10 anos. Sua volta ao mundo da música deu-se em 2002 com o álbum de estúdio carregado de remixes Keep It Turned On, no qual encontra-se o hit Sleeping.
Em 2005, Rick lança Portrait, álbum em que ele faz covers de seus clássicos preferidos do soul. Portrait traz canções como Vincent (Starry Starry Night), de Don McLean, Close to You, composição de Burt Bacharach, mas que ficou mundialmente conhecida na voz da dupla The Carpenters e Nature Boy, de Eden Ahbez.
Estima-se que Rick Astley tenha vendido mais de 40 milhões de discos (incluindo singles, álbums e compilações).
Em 2008 Rick Astley é indicado pela primeira vez no EMA (Europe Music Awards) da MTV, e vence a categoria Best Act Ever, embora não tenha comparecido na entrega do prêmio.

Rick Astley num show em Cingapura, Agosto de 2008

DISCOGRAFIA

Whenever You Need Somebody (1987)
Hold Me in Your Arms (1988)
Free (1991)
Body & Soul (1993)
Keep It Turned On (2001)
Portrait (2005)


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CARROS ANOS 80

Aqui falaremos um pouco sobre muitos carros, não entraremos em critérios técnicos, alguns que foram criados genuinamente na década de 80, e outros que são de décadas anteriores, porém que também ajudaram a escrever a história automobilística dos anos 80.


Fiat 147 – O patinho feio dos carros da década, foi de certa forma um carro que dividiu opiniões,  rejeitado por alguns ser considerado um carro de baixo rendimento (fraco), além de ser um carro pequeno e querido por outros que alegam que nuca tiveram problemas com este ‘carrão’ pequeno, teve origem no modelo Fiat 127 de 1971.


Panorama – O modelo Panorama era a perua do fiat 147, a idéia da Fiat, foi mostrar que o pequeno notável também podia adaptar-se e oferecer conforto para a família em suas viagens, proporcionando bom espaço no porta malas .


FiorinoEsta versão era a Pick-up do Fiat 147, provando que o pequeno também podia transportar carga, outros modelo de destaque da Fiat no início da década de 80 foi o modelo Oggi que não teve muito destaque.


Fiat Uno – O Uno tem uma história mais glamourosa, teve seu nascimento mundial numa apresentação no Cabo Canaveral precisamente em 20 de janeiro de 1983, a idéia da Fiat foi promover um carro internacional que pudesse substituir todos os seus modelos anteriores (Fiat 127, 143, etc.)


FuscaModelo sedan da Volkswagen tornou-se extremamente popular no Brasil e porque não dizer no mundo, imortalizado até no cinema, este carrinho bom de briga teve sua origem nos anos 30 desenvolvido por um engenheiro em sua própria garagem, este carrinho atravessou as décadas de forma sólida e nos anos 80, 5 entre 10 famílias tinham um fusca em sua garagem por ser tão confiável quanto um cão fiel. 


 Brasília A Brasília foi talvez o concorrente mais forte do líder Fusca também nos anos 80, apesar de serem da mesma marca dividiam a opinião e o gosto de muitos que apreciavam esses carros ‘baratos porém robustos’, a diferenta a favor da Brasília era o espaço interno, critério no qual o fusca perdia feio.


Monza – O monza foi um dos carros quase perfeitos lançado nos anos 80, perfeito para trabalhar, perfeito para passear com a família, perfeito para diretores e executivos de empresas, não é a toa que roda até hoje, em 1988 já tinha vendido 430 mil unidades, prova mais que concreta do seu alto desempenho, o Monza teve como inspiração inicial o modelo do Chevette, porém a proposta era de apresentar um carro maior e melhorado, proposta essa que foi alcançada com sucesso.

 Kadett   - O Kadett é um carro com uma longa história, apesar de ter sido lançado no Brasil somente em 1989 numa versão bastante moderna e arrojad apara a época, este guerreiro teve sua origem em 1936, através de um modelo de meio porte que ganhou um nome de uso militar – Kadett  11234 – era um pequeno carro de duas portas de fabricação alemã; o Kadett atravessou décadas até desembarcar em terras tupiniquins, ganhou destaque em nosso mercado pelo design arrojado e motor potente, no Brasil o kadett assumiu um aspecto de carro genuinamente lançado nos 80.



 Opala Diplomata e Comodoro – Estes dois modelos de um mesmo carro podem ser considerados como pesos pesados entre os carros genuinamente nacionais – o modelo Comodoro é mais antigo, lançado ainda na década de 70 para substitiuir o Opala Gran  Luxo, porém o modelo Diplomata veio ao mercado em 1980 – o Opala foi um carro de destaque em corridas de Stock Car na década de 80, tal era a potência de seu motor, isso porque o modelo com motor de 4.1 litros, só chegou ao mercado em 1990, porém já fazia frente a carros com esse motor nas provas onde participava incluindo provas de Mil milhas.


Chevette O  Chevette é mais um modelo que atravessou com sucesso os anos 80, porém foi lançado nos anos 70. O lançamento do primeiro modelo Sedã foi em 1973, e somente em 1980 foi lançada a versão Hatch. Nos anos de 1977 a 1981 e 1987 houve uma versão para exportação que teve pouquíssimas unidades vendidas no mercado nacional.


Variant  - Por mais incrível que possa parecer a Variant foi um modelo apresentado em 1961, inspirado nada mais nada menos que...no fusca! É isso mesmo, acredite se quiser, a fabrica alemã VW decidiu não acomodar-se com as conquistas derivadas do fusca e bombardeou o mercado com mais alguns modelos...


TL - O TL foi lançado no Brasil em 1970,basicamente era um modelo baseado no VW 1600 (também conhecido como ‘Zé do Caixão’, é mole?) assim como na perua Variant. Foram produzidos somente dois modelos da TL, com quatro e com duas portas, pode considerar-se como sendo um carro muito raro hoje em dia, visto talvez em mãos de colecionadores.


Maverick – Poderíamos escrever dezenas de linhas para homenagear este veículo único; mas como muitos já o conhecem talvez não seja necessário. O Ford Maverick foi lançado numa tentativa heróica de conter as vendas avassaladoras do fusca, e foi considerado no início como um veículo ‘anti-fusca’, além da dura tarefa, tinha que fazer frente também aos modelos europeus e japoneses que invadiam o mercado americano. Foi lançado nos EUA em 1969, com aparência inspirada no Ford Mustang, sua proposta inicial era de apresentar um carro competitivo com manutenção barata, além de apresentar características de praticidade, economia e modernidade.



Landau - Outro ‘carrão’ da Ford, lançado em 1976, era praticamente uma renovação do Galaxie 500 de 1967. O que chamava a atenção no Landau, assim como nos outros carrões da Ford, era o extremo conforto interno, tanto para os motoristas quanto para os passageiros, porém não apresentava características de economia. E como para quem gosta não há limites, há quem mantenha um carro des
ses até hoje.


 Puma O Puma parece um carro importado, não parece? É esportivo, despojado, agressivo, etc...Pois é, mas não é importado não, ao contrário do que muitos pensavam (inclusive eu mesmo), o Puma é um carro legitimamente brasileiro, e começou a ser idealizado em 1964 na cidade de Matão no interior de SP (além de brasileiro é paulista!). Este esportivo brasileiro ganhou o nome de Puma somente em 1967, antes era conhecido como ‘GT Malzoni’ em homenagem ao idalizador Rino Malzoni. O Puma teve sua produção efetiva até o final dos anos 80, tendo a sua interrupção precisamente em 1990. – Outro ‘carrão’ da Ford, lançado em 1976, era praticamente uma renovação do Galaxie 500 de 1967. O que chamava a atenção no Landau, assim como nos outros carrões da Ford, era o extremo conforto interno, tanto para os motoristas quanto para os passageiros, porém não apresentava características de economia. E como para quem gosta não há limites, há quem mantenha um carro desses até hoje. 
 


Galaxie – O ‘supercarro’ brasileiro, assim foi conhecido o Ford Galaxie, por tratar-se de um carro grande, confortável e luxuoso; há especialistas que afirmem que este foi o carro mais sofisticado e confortável lançado por aqui, critérios especializados à parte, o Galaxie é mesmo um carro que chama a atenção. Foi também lançado nos EUA no início dos anos 60.



Dodge Polara – Ou Dodge 1800 Polara (com direito a nome e sobrenome), era oprimo menor dos portentosos Dodges Dart e Charger (que veremos futuramente por aqui), lançado como um modelo médio da família da fabricante Chrysler. O Dodginho como era também conhecido, apresentava mais força interior do que externa. Apresentou alguns problemas mecânicos no início de sua fabricação, mas que logo foram sanados pela Chrysler (meu tio teve um desses e nunca reclamou, inclusive cheguei a passear muito nesse carro).


Passat – O VW Passat apresenta uma característica bem poética, seu nome é o mesmo de um ‘vento’ que sopra na Europa, em direção leste-oeste, o que passaria a suposta idéia de leveza e velocidade. Esta máquina chegou ao Brasil em 1974, em duas versões básicas – L (Luxo) e LS (Super Luxo), outros modelos que ficaram bem conhecidos na década de 80 foram o Passat GTS e o Passat Pointer. O modelo pointer era o mais luxuoso e desejado.



Parati – O modelo Parati foi baseado no modelo Gol BX, e como o Gol agradou em cheio ao gosto do brasileiro, que podia contar com uma versão SW do tão afamado Gol, chegou ao mercado inicialmente com um motor 1.0, que após desconfianças técnicas provou que podia ser capaz de encarar o desafio e continuar rodando, prova mais que absoluta é a presença deste campeão nas ruas até os dias atuais.

Gol – O Gol é absolutamente um carro genuíno dos anos, e talvez o maior fenômeno de vendas e preferência, chegou ao Brasil em 1980 em versões básicas, seu nome foi inspirado  em uma paixão nacional – o futebol – na época seu desenho era atual e agradável, mas não foi um estouro de vendas imediato devido a pequenas falhas técnicas, porém isso logo foi sanado e em 1981 o carro já apresentava versões mais aperfeiçoadas S e LS. Logo em 1984 é lançado no mercado o Gol GT com motor de 1.8 litros a álcool, em 1988 porém viria o modelo mais revolucionário do Gol em terras nacionais, o modelo Gol GTI com motor 2.0, foi o primeiro carro com injeção eletrônica lançado em nosso pais, este novo modelo esbanjava desempenho pois a resposta na aceleração era surpreendente, o modelo Gol GTi reinou até meados dos anos 90.


Voyage - Concluirei a nossa matéria falando de um carro fabricado legitimamente nos anos 80, mas como a nossa proposta foi abordar veículos que marcaram os anos 80, independente da década de fabricação, tínhamos de dar uma atenção especial aos modelos supra-citados. O Voyage foi lançado no Brasil no final do ano de 1981, foi um veículo com grande influência de outros modelos da mesma marca da década de 70, podemos considerá-lo como sendo um modelo sedã do popularíssimo Gol. O Voyage teve sua produção contínua até a metade dos anos 90, quando foi substituído pelo modelo Polo Classic, que não teve o mesmo sucesso, também pudera, tarefa difícil essa. O Voyage não deixou saudades não, digo isso porque ainda podemos vê-lo circulando por ai, e tamanha foi o sucesso deste maravilhoso carro, que a VW decidiu relançar um modelo totalmente reformulado, fazendo a alegria dos antigos apreciadores e dos novos apreciadores do querido Voyage. O Voyage voltou a ser fabricado em 2009.

JOGO DA VIDA


JOGO DA VIDA ANOS 80

O Jogo da vida marcou a infância de muitos na década de 80 e é até hoje um dos jogos de tabuleiro mais famosos em todo o mundo. Foi criado em 1860 por Milton Bradley sendo sua primeira criação. Lançado em forma de litografia, como a maioria dos jogos do século 19, seu conteúdo tinha um grande apelo moral e vendeu em sua primeira versão 45.000 unidades. Esta primeira versão não incluía o dado pois na época acreditava-se que tal objeto era ligado as artes da bruxaria.O jogo foi modificado para um tabuleiro quadriculado (assim como o xadrez), e iniciava na "Infância", ia acumulando pontos ao passar pelos "bons espaços"e terminava na "Boa velhice". Em 1960, em seu centésimo aniversário, foi lançado "O jogo da vida", na forma em que conhecemos, com o design de Reuben Klamer.

TABULEIRO JOGO DA VIDA ANOS 80
Ao longo do tempo, a cada nova edição, o  design do tabuleiro e de algumas peças foi mudando, mas as regras e a disposição das casas no tabuleiro permaneceram praticamente as mesmas. Os direitos autorais pertencem desde 1992 a Hasbro Internacional, Inc., USA., porém quem tornou o jogo popular aqui no Brasil, se tornando verdadeira febre na década de 80, foi a Brinquedos Estrela.Na versão em que conhecemos, o "Jogo da vida" é uma simulação da vida de uma pessoa, e ganha quem, no jogo, tem a vida melhor sucedida. Nesta vida fictícia o jogador possui opções de carreira, casamento, nascimento de filhos, compra de casa, falência, aposentadoria, etc. O que determina o decorrer e o final da vida do jogador é a sorte através de uma roleta que determina o avanço do jogador no tabuleiro. 

JOGO DA VIDA ATUAL
Faz parte do jogo, o tabuleiro com representações gráficas de montanhas, prédios, casas (como a representação das fases da vida de uma pessoa), uma roleta com marcação de 01 à 10, seis carrinhos de plástico que são utilizados nos avanços no tabuleiro e também comporta pinos, que no jogo, representam o cônjuge e os filhos que o jogador adquire durante a vida.  Também possui um banco com cédulas falsas, apólices de seguro, ações e até mesmo notas promissórias.

GANHADOR

Se ninguém se tornar magnata antes, o jogo termina quando o último jogador for à falência ou ficar milionário . Todos os jogadores, então, devem contar seu dinheiro. As ações valem $120.000 e o seguro de vida $8.000. Quem possuir mais dinheiro, ganha.

sábado, 8 de janeiro de 2011

CHIPS (1977)

O seriado Chips foi ao ar em 15 de setembro de 1977, na Tv americana ABC. Produzida por Rick Rosner, a primeira temporada do programa contou com 22 episódios que foram exibidos até 1° de abril de 1978. Ao todo foram seis temporadas até que o último episódio foi ao ar em 1° de maio de 1983.
Geralmente os episódios tinham dois assuntos paralelos. Um crime (que raramente envolvia qualquer tipo de violência extrema) e uma tolice. A tolice costumava chamar mais atenção que o crime. Afinal já sabíamos quem era o bandido e que ele iria ser preso. Mas queríamos saber como John ia esconder um cachorro  em seu apartamento ou como Ponch iria se sair cantando Celebrate Good Times numa discoteca, ou qual peça iriam pregar no Sargento Getraer.  Sempre era divertido ver as briguinhas bobas de Ponch e John.

A HISTORIA

Frank Poncherello (mais conhecido como Ponch) e John Baker eram patrulheiros da Califórnia Highway Patrol, e pilotando suas motos  kawasaki enfrentavam situações perigosas na rodovia Golden State's. Parceiros em seu trabalho, eles tinham que admistrar as diferenças de personalidade de ambos, enquanto Poncherello era um explosivo e inconsequente policial, seu parceiro Baker, era mais ponderado e sempre questionava o jeitão livre de Ponch.
Os dois eram comandados pelo Sargento Joseph Getraer, que vivia exigindo de seus comandados, uma postura integra e honesta nas rodovias. Getraer comandava com firmeza Ponch, John, além de outros companheiros da mesma categoria, como a policial Bonnie Clark (Randi Oaks), o policial Barry Baricza (Brodie Greer), o policial Gene Fritz (Lew Saunders) e muitos outros.

NO BRASIL

O seriado figurou entre os 20 programas mais assistidos nos Estados Unidos e se transformou numa verdadeira febre no Brasil também. Na época de sua exibição, o programa gerou uma série de brinquedos, que iam de miniaturas a roupas completas. A empresa de brinquedos Glasslite lançou uma série completa de brinquedos relacionados com o programa.
Wilcox chegou a gravar um comercial no Brasil aproveitando a fama de seu personagem. A integridade, honestidade, altruísmo e bom humor dos policiais da série serviram também para mudar a imagem dos policias de verdade, tanto nos Estados Unidos quanto aqui no Brasil.  Chips estreou no Brasil em 1977 na Rede Tupi, onde ficou até 1980 quando a emissora fechou. Em junho do mesmo ano passou a ser exibida pela Rede Record até o fim do ano de 1983. Entre 1984 e 1988  a série esteve na Bandeirantes e em seguida foi mostrada na extinta Rede Manchete de 1988 até 1993. Desde 2005 passou a ser exibida pelo TCM, emissora por assinatura.

CURIOSIDADES

O seriado figurou entre os programas mais assistidos nos Estados Unidos e se transformou numa verdadeira febre no Brasil. Na época o programa gerou uma série de brinquedos incluvive de fabricantes como a Estrela. A mistura de policiais bonitões mais a ação envolvendo acidentes e perseguições espetaculares agradava o público jovem.
- A boa conduta, presteza e bom humor dos policiais serviram também para mudar a imagem dos policias de verdade nos Estados Unidos.
- Eric Estrada sofreu um grave acidente de motocicleta durante a série, ficando cinco dias em coma e quase morreu. Este acidente trouxe ainda mais espectadores para série, pois todos queriam ver quem era o ator que tinha sofrido um grave acidente.
- Quinze anos depois do fim da série, os fãs saudosistas puderam se deliciar com uma nova versão do Chips, com praticamente todo o elenco original, num telefilme produzido pela TNT.
- Em 1981 aproveitando a febre foi lançado pela Ideal Toy Company of Canada o jogo do "CHIPS".

 ELENCO

Erik Estrada - Poncherello
Larry Wilcox - John Baker
Robert Pine - Joseph Getraer
Paul Linke - Arthur Grossman
Michael Dorn - Jebediah Turner
Tina Gayle - Kathy Linahan
Clarence Gilyard Jr. - Ben Webster
Brodie Greer - Barry Baricza
Bruce Jenner - Steve McLeish
Brianne Leary - Sindy Cahill
Randi Oakes - Bonnie Clark
Bruce Penhall - Bruce Nelson
Tom Reilly - Bobby Nelson
Lew Saunders - Gene Fritz
Lou Wagner - Harlan Arliss